Brasil lidera expansão regional do tráfego aéreo da América Latina em novembro
Aviação na região tem alta moderada, com quedas no Chile e na Jamaica

Dados da Alta (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo) mostram que o tráfego aéreo de passageiros na América Latina e no Caribe somou 39,3 milhões de viajantes em novembro de 2025, alta de 2,3% na comparação anual - o equivalente a 882 mil passageiros adicionais em relação ao mesmo mês de 2024.
O crescimento foi puxado principalmente pelo tráfego intrarregional, responsável por 84% do avanço líquido no período. No acumulado de janeiro a novembro, a região contabiliza 433 milhões de passageiros, expansão de 3,6% sobre igual intervalo do ano anterior.
Oferta e demanda avançam em ritmo moderado
Os dados operacionais mostram expansão da malha e da capacidade:
- Oferta de voos: +2,0% em termos anuais
- Capacidade (assentos disponíveis): +2,8%
- Assentos por voo: média de 160, ante 159 em novembro de 2024
- ASK (assentos-quilômetro disponíveis): +3,6%
- RPK (passageiros-quilômetro transportados): +2,5%
- Fator de ocupação médio: 82,4%
O aumento proporcionalmente maior da capacidade indica maior utilização de aeronaves de maior porte pelas companhias aéreas da região.
Brasil lidera crescimento e caminha para marco histórico
Ainda segundo os dados da associação, o Brasil foi o principal motor do crescimento regional em novembro, adicionando 798 mil passageiros - o maior incremento líquido da América Latina e Caribe. O volume representa alta anual de 7,9%.
Mercado doméstico bate recorde pelo 9º mês seguido
- Alta anual: +7,4%
- Total acumulado janeiro–novembro: 92 milhões de passageiros
- Projeção histórica: 2025 deve ser o primeiro ano em que o mercado doméstico brasileiro ultrapassará 100 milhões de passageiros
O desempenho consolida o Brasil como o maior mercado doméstico da região e reforça o papel estratégico do país no crescimento da aviação latino-americana.
Mercado internacional também acelera
- Alta anual: +9,6%
- Turismo internacional da América do Sul para o Brasil: +34%
- Turistas argentinos que chegaram por via aérea em novembro: 114 mil
- Crescimento de argentinos: +56% na comparação anual
O fluxo argentino foi um dos principais impulsionadores do avanço internacional brasileiro.
Argentina também ganha força
A Argentina registrou 2,87 milhões de passageiros em novembro, crescimento anual de 8,7%.
- Mercado doméstico: +4,4%
- Mercado internacional: +14,1%
Destacaram-se os voos de e para:
- Brasil: +35%
- República Dominicana: +28%
- Panamá: +28%
Mais dados gerais da região
No México, o tráfego aéreo totalizou 10,3 milhões de passageiros em novembro, com crescimento anual de 1,9%. O mercado internacional avançou 1,9%, apesar da queda de 0,5% nas rotas com os Estados Unidos, enquanto o doméstico cresceu 3,3%.
Na Colômbia, o setor registrou alta marginal de 0,4%. O mercado doméstico subiu 1,8%, mas o internacional recuou 1,7%, pressionado pelas quedas nas ligações com Estados Unidos (-5%) e Espanha (-11,8%).
O Peru movimentou 2,3 milhões de passageiros, crescimento de 1,6%, com expansão de 1,4% no doméstico e de 1,9% no internacional.
O Chile apresentou retração de 8,2%, com queda de 10,4% no mercado doméstico e de 5,0% no internacional, impactado por uma greve de pilotos.
No Caribe, a República Dominicana cresceu 5,8%, alcançando 1,53 milhão de passageiros. Já a Jamaica registrou forte queda de 53,5%, após o fechamento temporário de aeroportos provocado por um furacão.
Demanda regional mostra resiliência
Segundo Peter Cerdá, CEO da Alta, apesar da desaceleração frente a outubro e da contração do mercado entre a região e os Estados Unidos, o resultado acumulado do ano confirma a solidez do setor.
O executivo destaca que o tráfego intrarregional segue como principal motor da conectividade e do desenvolvimento da aviação latino-americana.
Principais números de novembro na América Latina e Caribe
- 39,3 milhões de passageiros (+2,3%)
- 433 milhões no acumulado do ano (+3,6%)
- Brasil adicionou 798 mil passageiros (+7,9%)
- Mercado doméstico brasileiro pode superar 100 milhões em 2025
- Fator de ocupação médio: 82,4%