Pedro Menezes   |   04/05/2026 09:32

Petrobras eleva preço do QAV em 18% em maio e pressiona custos das aéreas

Estatal informou que seguirá oferecendo às distribuidoras a possibilidade de parcelamento de parte da alta

Divulgação
Segundo a estatal, a decisão reflete um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas”, especialmente após a escalada de tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã
Segundo a estatal, a decisão reflete um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas”, especialmente após a escalada de tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã

A Petrobras anunciou um aumento de 18% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) às distribuidoras para este mês de maio. O reajuste representa um acréscimo de cerca de R$ 1 por litro em relação ao valor praticado no mês anterior e ocorre em meio a um cenário internacional instável.

Segundo a estatal, a decisão reflete um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas”, especialmente após a escalada de tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial da commodity e de gás natural liquefeito.

Para tentar suavizar os efeitos do reajuste sobre o setor, a Petrobras informou que continuará oferecendo às distribuidoras a possibilidade de parcelamento de parte do aumento em até seis vezes. A primeira parcela está prevista para julho de 2026. De acordo com a empresa, a medida busca “preservar a demanda pelo produto e mitigar impactos no setor de aviação brasileiro”.

A Petrobras lembra que os reajustes do QAV seguem uma política de atualização mensal, prevista em contrato, e levam em consideração variáveis como o preço internacional do petróleo e a taxa de câmbio.

O aumento tende a pressionar ainda mais as margens das companhias aéreas que operam no Brasil. Com custos dolarizados e forte dependência de combustível, as empresas podem ser levadas a revisar malhas, reduzir frequências ou até repassar parte da alta para os preços das passagens.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.