Fuja do óbvio na Chapada dos Veadeiros com trilhas e práticas de bem-estar
Região costuma ser associada a cachoeiras, formações rochosas e paisagens do Cerrado, mas vai além
A Chapada dos Veadeiros costuma ser associada às cachoeiras, às formações rochosas e às paisagens do Cerrado. Mas o território também guarda experiências que passam pela comida, pelo artesanato, pela música, pelo silêncio e por práticas de bem-estar.
Comida que conta histórias
No território Kalunga, a gastronomia é uma forma de conhecer a relação das comunidades com a terra. No Engenho II, onde há maior fluxo de visitantes, cerca de cinco restaurantes trabalham com ingredientes das roças manejadas pelas próprias famílias agricultoras.
A comida chega fresca e carrega mais do que sabor. Ela reúne memória, história e saberes transmitidos por gerações, em uma relação direta entre pessoas, paisagem, tradição e agricultura familiar.
Caminhar com atenção
Na Reserva Particular do Patrimônio Natural Vale das Araras, em Cavalcante, a trilha sensorial transforma a caminhada em um exercício de presença. O percurso é autoguiado, com placas interpretativas e áudios disponíveis no celular, que convidam o visitante a escutar os sons da fauna, observar a vegetação e acompanhar o ritmo do Cerrado.
As trilhas têm entre 3,5 e 6 quilômetros, duração de uma a quatro horas e níveis de dificuldade entre leve e moderado. O banho na Cachoeira São Bartolomeu completa a experiência, que combina caminhada, contato com um ambiente protegido e descanso.
Uma trilha para desacelerar
Na Quinta Essência, em Alto Paraíso, a Chapada Sensorial propõe uma vivência guiada por respiração consciente, silêncio, caminhada e estímulos naturais. A trilha é escolhida conforme a época do ano e as características do grupo.
Durante o percurso, há momentos de pausa, observação e interação com texturas, sons, aromas, paisagens e águas do Cerrado. A experiência termina com um banho de cachoeira e uma partilha coletiva. A condução é de Filipe Schieira, musicoterapeuta ligado a práticas sonoras e à condução de grupos em contextos de silêncio e escuta.
O som como caminho
Na Gota Sat Som, em Alto Paraíso, as vivências musicais reúnem cantos, instrumentos ancestrais e práticas meditativas. A programação pode incluir concertos meditativos com instrumentos étnicos e harmônicos, mantras, cantos devocionais do Bhakti Yoga e jornadas de escuta ativa.
A proposta é criar um momento de pausa, seja para ouvir, cantar ou simplesmente sentir a vibração sonora. As experiências duram cerca de uma hora e meia e podem ser individuais ou em grupo, conduzidas por músicos e terapeutas da casa.
Yoga, trilha e massoterapia
Outra possibilidade é combinar turismo e autocuidado. A experiência conduzida por Aline Ferreira começa com uma prática de yoga ao nascer do sol, segue por uma trilha escolhida de acordo com o condicionamento do grupo e termina com uma sessão de massoterapia.
A atividade integra movimento, contemplação e descanso em meio à natureza. É uma maneira de conhecer as paisagens da Chapada sem separar o passeio do tempo dedicado ao corpo e à própria presença.
Esta e outras experiências fazem parte do Guia de Férias PANROTAS 2027, que já está disponível em versão impressa e digital. Leia agora: