FecomercioSP sugere pacote de medidas emergenciais à prefeitura

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Unsplash/Odair Faléco
O prefeito paulistano assinou um decreto interrompendo o funcionamento de estabelecimentos comerciais a partir de amanhã (20)
O prefeito paulistano assinou um decreto interrompendo o funcionamento de estabelecimentos comerciais a partir de amanhã (20)
Nos próximos dias a cidade de São Paulo deve acordar com uma rotina totalmente alterada. Mais que a expansão do novo coronavírus pela cidade e pelo País, a causa dessa nova realidade é o conjunto de medidas contingenciais adotadas pela prefeitura paulistana, que assinou um decreto interrompendo o funcionamento de estabelecimentos comerciais a partir de amanhã (20). Em meio a esse contexto, a FecomercioSP tornou público um combo de sugestões com medidas que podem ajudar a cidade no período.

No comunicado, a FecomericoSP enfatiza que entende ser este um momento de atenção total à saúde. "Estivemos em reunião na prefeitura e ficamos assustados quando a Secretaria de Saúde nos apresentou dados de que os casos registrados de coronavírus na capital têm crescido em uma proporção mais elevada do que em outros países que já estão no pico da crise. Precisamos evitar o contato entre as pessoas e as aglomerações", comenta o vice-presidente da federação, Ivo Dall'Acqua.

Até mesmo em meio à paralisação, segundo a federação, há pontos positivos como o fato de que os comerciantes que desejarem podem seguir seus atendimentos a portas fechadas, mas com entregas por delivery. Ainda assim há preocupação com os impactos econômico decorrentes da medida, visto que 117,66 mil estabelecimentos serão atingidos diretamente.

E foi por essa preocupação que a FecomercioSP apresentou um pacote de propostas. Nele estão ideias como a dilação do prazo de pagamento do IPTU dos próximos seis meses, contados a partir de março; concessão de parcelamento especial para os débitos gerados nesse período, assim como suspensão do pagamento por seis meses, sem acréscimo de multas e juros, das dívidas tributárias que já haviam sido negociadas com a prefeitura.

A federação também recomenda a antecipação do pagamento do décimo terceiro salário dos aposentados municipais e a flexibilização dos horários da circulação de veículos para entrega de mercadorias e a suspensão do pagamento de estacionamento rotativo (Zona Azul) da capital.
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