Beatrice Teizen   |   15/12/2022 22:54   |   Atualizada em 15/12/2022 23:37

IPW 2023, em San Antonio (Texas), deve receber 5,2 mil pessoas

Está será a primeira vez da feira da U.S. Travel Association na cidade do Texas

Em pouco mais de cinco meses, o trade mundial se reunirá em San Antonio, no Texas, na edição de 2023 do IPW. De 20 a 24 de maio, expositores de diversos produtos, serviços e destinos dos Estados Unidos poderão apresentar as novidades e últimos lançamentos a operadores, profissionais de Turismo e imprensa de todo o mundo.

PANROTAS / Beatrice Teizen
Malcolm Smith, vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Negócios e gerente geral da IPW
Malcolm Smith, vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Negócios e gerente geral da IPW
Está será a primeira vez da feira da U.S. Travel Association na cidade de San Antonio e o retorno do evento ao Texas após 23 anos – a última edição por lá foi em Dallas em 2000. O encontro deste ano, o primeiro desde a reabertura das fronteiras dos EUA em novembro de 2021, reuniu 4,7 mil participantes e contou com 130 brasileiros, a maior delegação vinda do Brasil até então – e segunda do IPW 2022 como um todo, atrás apenas do Reino Unido.

A expectativa para o ano que vem, segundo o vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Negócios e gerente geral da IPW, Malcolm Smith, é que estes dois números sejam ainda maiores. O executivo está em São Paulo e realizou um jantar nesta quinta-feira (15) para apresentar as novidades a alguns operadores brasileiros.

“San Antonio é minha cidade natal, então será um sonho receber todo mundo lá em maio de 2023. O centro da cidade é totalmente caminhável, então será uma experiência interessante em termos de logística. Pela primeira vez, pelo menos desde que estou envolvido no IPW, não teremos transporte, pois é possível andar a pé dos hotéis para o centro de convenções, assim como para os eventos pós-feira, restaurantes e bares, além do San Antonio River Walk, que é um ótimo passeio. Os participantes poderão encontrar colegas e amigos durante todo o dia e aproveitar para fazer networking”, conta.

Esta será a principal atmosfera da edição de 2023 do IPW que pretende crescer e receber 5,2 mil pessoas. Ano passado, dos 4,7 mil participantes, 3,5 mil eram dos Estados Unidos e o restante, 1,2 mil, eram internacionais. Desde o início da pandemia de covid-19, as viagens domésticas pelo país foram as grandes protagonistas e isso ajuda a explicar este número. Mas, com os EUA abertos – e, mais importante, sem restrições, como teste pré-embarque –, o foco é aumentar a entrada de estrangeiros.

“As viagens internas registraram números recordes nos últimos anos e vimos muito investimento na nossa infraestrutura turística. Muita coisa nova abriu, temos novos produtos, novos hotéis, novas atrações e áreas reformadas para mostrar ao visitante internacional. Esperamos que a vinda de estrangeiros seja de 95% a 96% ao que era em 2019 até 2024, então, agora é a hora de fazer as conexões e negócios na IPW em
San Antonio. Os turistas de fora ficam mais tempo que o doméstico, exploram mais as cidades, ficam muito mais tempo conhecendo o destino, é muito interessante para nós. Os EUA estão prontos para as viagens internacionais”, enfatiza Smith.

VISTOS X DEMORA
Um problema recorrente para quem quer viajar aos Estados Unidos e precisa tirar ou renovar o visto é a demora para conseguir horário no consulado americano. Devido à falta de mão de obra, brasileiros e pessoas de outras nacionalidades estão tendo de esperar por mais de 300 dias para conseguir agendar.

Como forma de tentar contornar esse problema, a U.S. Travel Association lançou a campanha “They wait, we lose” (eles esperam, nós perdemos – na tradução livre). O objetivo é que, por meio de um site, empresas e consumidores publiquem depoimentos sobre como esse longo tempo de espera está afetando suas vidas e negócios.

“Nosso intuito é que o Congresso veja essas histórias e entenda como esta espera está afetando a economia e o Turismo dos EUA. Sem o visto, as pessoas estão viajando para outro lugar e gastando seu dinheiro em outros países. É importante conseguir resolver essa questão”, finaliza Malcolm Smith.

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