Pedro Menezes   |   08/05/2026 10:48

Copa deve movimentar US$ 4,3 bilhões; NY, Miami e Cidade do México lideram alta de preços

Hospitalidade concentrará mais de 80% dos gastos previstos durante o Mundial nos EUA, Canadá e México

Reprodução/Fifa
EUA devem responder por cerca de 85% dos gastos totais previstos e 84% do público esperado ao longo da competição
EUA devem responder por cerca de 85% dos gastos totais previstos e 84% do público esperado ao longo da competição

A contagem regressiva para o início da Copa do Mundo 2026 já começou. O primeiro jogo está marcado para o dia 11 de junho, entre México e África do Sul, dando o pontapé inicial para o maior torneio de futebol do planeta, que deve gerar cerca de US$ 4,3 bilhões em gastos turísticos, consolidando-se como um dos maiores impulsionadores econômicos do Turismo global nos próximos anos.

A projeção faz parte de um estudo divulgado pela Data Appeal e Mabrian, em parceria com a PredictHQ, que revelou que os Estados Unidos concentrarão a maior parte desse impacto, respondendo por cerca de 85% dos gastos totais previstos e 84% do público esperado ao longo da competição.

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Estádios que vão receber os jogos
Estádios que vão receber os jogos

O levantamento mostra ainda que o setor de hospitalidade será o principal beneficiado, faturando mais de US$ 3,6 bilhões, o equivalente a mais de 80% de todo o impacto econômico previsto. Alimentação e bebidas devem movimentar US$ 674 milhões, enquanto transporte deve gerar cerca de US$ 106 milhões.

Segundo o relatório, o volume de visitantes será impulsionado não apenas pelo Turismo internacional, mas também pelo forte mercado doméstico americano, que apresenta crescimento expressivo na intenção de viagens para cidades-sede durante o período da Copa.

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Demanda internacional por viagens aos países que receberão os jogos da Copa do Mundo
Demanda internacional por viagens aos países que receberão os jogos da Copa do Mundo

Cidades como Inglewood, East Rutherford, Atlanta e Dallas aparecem entre os destinos com maior potencial de geração de receita turística durante o torneio. O estudo ressalta ainda que o legado econômico irá depender diretamente da capacidade operacional dos destinos em lidar com grandes fluxos de visitantes.

Torneio já provoca corrida global por viagens e hotéis

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Em Nova York, por exemplo, cidade que será palco da final do torneio, as tarifas chegam a US$ 1.024 por noite
Em Nova York, por exemplo, cidade que será palco da final do torneio, as tarifas chegam a US$ 1.024 por noite

O torneio também está impulsionando uma forte corrida internacional por viagens, hotéis e experiências turísticas nos Estados Unidos, Canadá e México. A análise aponta crescimento consistente nas buscas aéreas internacionais para os três países-sede ao longo do primeiro trimestre de 2026.

Segundo o levantamento, o México lidera o avanço mais constante da demanda internacional, enquanto os EUA registram forte aceleração nas buscas em março, consolidando-se como principal porta de entrada do Mundial. O destaque da procura fica para cidades como Boston, Cidade do México, Vancouver e Nova York.

A hotelaria também já começa a sentir os efeitos do evento. Hotéis em cidades consideradas estratégicas já registram aumentos expressivos nas tarifas, principalmente durante jogos decisivos.

No jogo de abertura, na Cidade do México, as diárias variam entre US$ 145 e US$ 742, alta de 48,9% em relação ao ano anterior. Em Nova York, por exemplo, cidade que será palco da final do torneio, as tarifas chegam a US$ 1.024 por noite. Miami aparece logo atrás, com crescimento de 25,5% durante a disputa do terceiro lugar, com preços dos hotéis variando entre US$ 261 e US$ 744 por noite.

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Impacto dos jogos da Copa do Mundo nas diárias hoteleiras nas cidades
Impacto dos jogos da Copa do Mundo nas diárias hoteleiras nas cidades

O estudo destaca ainda que o Mundial de 2026 terá impacto sem precedentes devido ao novo formato com 48 seleções, 104 partidas e sedes distribuídas em três países. Para Maria Pradissitto, North America Market Manager da Data Appeal, a dinâmica do evento exigirá respostas rápidas dos destinos.

“Os primeiros sinais mostram que a demanda será altamente dinâmica. O sucesso dependerá da capacidade dos destinos de interpretar e agir sobre sinais de demanda em tempo real”, afirmou Maria Pradissitto, North America Market Manager da Data Appeal.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.