Karina Cedeño   |   22/06/2026 08:09

Cinco das principais festas juninas do Brasil irão movimentar mais de R$ 2 bilhões

Principal polo das festividades, a região Nordeste concentra os maiores eventos do calendário turístico


Divulgação/Ministério do Turismo
Impacto positivo se estende de ponta a ponta da cadeia, beneficiando a rede hoteleira, aeroportos, bares, restaurantes e pequenos negócios
Impacto positivo se estende de ponta a ponta da cadeia, beneficiando a rede hoteleira, aeroportos, bares, restaurantes e pequenos negócios

Um levantamento do Ministério do Turismo indica que a movimentação econômica em junho no Brasil chegará a R$ 2,4 bilhões, considerando apenas cinco dos principais destinos juninos do País. O impacto positivo se estende de ponta a ponta da cadeia, beneficiando a rede hoteleira, aeroportos, bares, restaurantes e pequenos negócios.

“São eventos que fortalecem a nossa identidade, movimentam as economias locais e levam desenvolvimento para centenas de municípios em todas as regiões. Além de preservar tradições que atravessam gerações, os festejos geram emprego, renda e consolidam o Turismo como um forte instrumento de desenvolvimento regional”, afirma o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Nordeste lidera os festejos juninos

Principal polo das festividades, a região Nordeste concentra os maiores eventos do calendário turístico nacional:

  • Na Paraíba, o "Maior São João do Mundo", em Campina Grande, espera receber 3,5 milhões de visitantes e movimentar R$ 800 milhões. O evento conta com o apoio de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo (MTur) para fortalecer sua infraestrutura;
  • Em Pernambuco, Caruaru, "O Melhor e Maior São João do Mundo", se prepara para atrair quatro milhões de pessoas, com a expectativa de injetar R$ 800 milhões na economia e gerar 20 mil empregos diretos e indiretos, lotando a rede hoteleira. Ainda no Estado, Petrolina projeta movimentar R$ 325 milhões e atrair 50 mil passageiros pelo aeroporto local, com o tema "Aqui é Paixão";
  • No Ceará, Maracanaú deve reunir 2,7 milhões de espectadores, movimentando R$ 100 milhões e gerando 4,5 mil empregos em torno do seu famoso quadrilhódromo;
  • O tradicional Mossoró Cidade Junina, no Rio Grande do Norte, projeta a chegada de 1,2 milhão de visitantes e uma injeção de R$ 360 milhões, com hotéis batendo a lotação máxima nos fins de semana;
  • Completando o roteiro da região, em Sergipe, a combinação do Forró Caju e do Arraiá do Povo, em Aracaju, promete atrair 2,5 milhões de pessoas e gerar um impacto de R$ 400 milhões;
  • Maceió, capital de Alagoas, espera 700 mil pessoas no Massayó, no Polo Jaraguá;
  • São Luís do Maranhão projeta a chegada de 250 mil visitantes com a força do Bumba Meu Boi, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, e
  • Amargosa, na Bahia, deve receber 70 mil pessoas por dia, movimentando R$ 50 milhões na economia baiana.

Tradição junina muito além do Nordeste

O aquecimento do Turismo e a valorização cultural, no entanto, vão muito além do Nordeste:

  • Na região Norte, o tradicional duelo entre os bois Caprichoso e Garantido, no Festival de Parintins (AM), espera receber 120 mil turistas e movimentar R$ 220 milhões. No Pará, o Arrastão do Pavulagem vai levar mais de 140 mil pessoas às ruas de Belém, durante o período junino;
  • Já no Centro-Oeste, o Banho de São João, de Corumbá (MS), mobiliza 94 comunidades às margens do Rio Paraguai, com um investimento de R$ 4 milhões nesta edição, enquanto o Arraiá do Bem, em Goiânia (GO), consolida-se como o grande destaque junino do Estado;
  • No Sudeste, a tradição e a economia caminham juntas. A Festa Junina Beneficente de Votorantim, em São Paulo, espera movimentar R$ 20 milhões, gerar 2,5 mil empregos e atrair meio milhão de pessoas. Em Minas Gerais, a Fenamilho une grandes shows, cultura popular e a força do agronegócio;
  • No Sul do País, o São João do Itaperiú (SC) mantém viva uma tradição centenária com a realização da 111ª Festa de São João. A expectativa é receber cerca de 20 mil visitantes, número que supera várias vezes a população do município, que tem cerca de 3,5 mil habitantes. Já a Festa Nacional do Pinhão, em Lages (SC), esquenta o Turismo de inverno, elevando a ocupação hoteleira na Serra Catarinense ao misturar a gastronomia típica à cultura da região.

Produto turístico internacional

O potencial de atração das festas juninas brasileiras também rompe fronteiras. No início deste ano, em uma ação estratégica do MTur, em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil, o Obelisco – um dos principais cartões-postais de Buenos Aires, na Argentina – foi transformado em um grande arraial.

O evento levou forró, dança e gastronomia típica ao público portenho, com o objetivo de estimular as viagens de sul-americanos para o Brasil durante o mês de junho. A escolha do mercado foi precisa: a Argentina é o principal polo emissor de turistas para o País, tendo respondido por mais de 3,3 milhões dos 9,2 milhões de visitantes estrangeiros recebidos no ano de 2025.

Destino: Festas Juninas

Para mostrar a força dos festejos juninos como atrativo turístico e motor de desenvolvimento regional, o MTur lançou o projeto "Destino: Festas Juninas". A iniciativa reúne uma websérie e uma série de rádio com 10 episódios que percorrem cinco dos principais destinos juninos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).

Por meio das histórias de pessoas que mantêm viva uma das mais importantes manifestações culturais do País, o projeto retrata como os festejos juninos impulsionam o Turismo, movimentam a economia e geram oportunidades nos destinos.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.