Ministério Público pede perícia em montanha-russa do Hopi Hari após acidente
Parque afirma que a Montezum possui certificação internacional da TÜV Nord e passa por inspeções anuais

O Ministério Público de São Paulo investiga o caso de uma jovem que sofreu traumatismo cranioencefálico após andar na Montezum, principal montanha-russa do Hopi Hari, em Vinhedo (SP). A vítima perdeu parte dos movimentos do corpo após o passeio e permanece em recuperação.
O MP pediu uma perícia na atração para apurar as circunstâncias do caso.
Segundo o Fantástico, da TV Globo, Júlia foi duas vezes na Montezum no mesmo dia. Na segunda, retornou à plataforma desacordada e foi encaminhada para atendimento médico. Exames apontaram hemorragia intracraniana e edema cerebral, e ela precisou passar por uma craniectomia descompressiva. Um laudo médico citado pela reportagem relacionou o traumatismo a um mecanismo de contragolpe da atração.
O Hopi Hari informou, por sua vez, que a Montezum possui certificação internacional da TÜV Nord, passa por inspeções anuais e segue a norma ABNT NBR 15926:2023 para equipamentos de parques de diversão. O parque também diz que mantém rotinas diárias, semanais, mensais e anuais de manutenção e que sinalizações e avisos sonoros informam sobre as características e restrições da atração.
A administração afirmou ainda que um parecer do Ministério Público, emitido em agosto de 2026, não identificou risco coletivo, defeito de projeto ou negligência na operação da Montezum, e informou que acompanhou o atendimento de Júlia e custeou despesas durante sua internação.
A atração, inaugurada em 1999, tem cerca de 42 metros de altura e pode atingir 103 km/h. Uma reforma, inclusive, já havia sido anunciada para o fim de 2026.