Pedro Menezes   |   08/12/2025 17:41
Atualizada em 08/12/2025 18:06

Celso Sabino, ministro do Turismo, é expulso do União Brasil

Partido entendeu que Sabino cometeu infidelidade partidária ao permanecer no Ministério do Turismo


PANROTAS/Marluce Balbino
Celso Sabino, ministro do Turismo
Celso Sabino, ministro do Turismo

A executiva nacional do União Brasil decidiu expulsar do partido o ministro do Turismo, Celso Sabino, após o parlamentar ignorar a orientação da legenda para que deixasse o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A cúpula entendeu que Sabino cometeu infidelidade partidária ao optar por permanecer no cargo de ministro do Turismo, mesmo após o União Brasil anunciar, em setembro, o rompimento com o poder executivo atual. Na ocasião, como vimos no Portal PANROTAS, o partido determinou que seus filiados deveriam deixar os postos no governo até o dia 19 daquele mês, sob pena de sanções disciplinares.

Para o deputado federal Fábio Schiochet, relator do processo, ter contrariado essa decisão não foi “só discordância, mas uma afronta ao órgão máximo”. Além disso, a Comissão Executiva do Partido também votou, de forma unânime, pela intervenção no Diretório Estadual do Pará.

Durante a reunião, o ministro só fez uso da palavra uma vez, ao alertar que “o diretório foi eleito de forma regimental” e que “não houve infração ou ilegalidade” por parte do órgão. Agora, as deliberações serão registradas no Tribunal Superior Eleitoral.

Já em live após a reunião, segundo o g1, Sabino afirmou que a expulsão ocorreu porque decidiu seguir no governo para seguir trabalhando pelo Pará e pelo País. O ministro afirmou ainda que deixa a legenda “com a cabeça erguida” e reforçou que sua decisão está ligada à proximidade da COP30.

“Saio hoje do União Brasil com a minha cabeça erguida, porque saio com a minha ficha limpa. Saio sem trazer comigo nenhuma mácula. Estou saindo do partido porque trabalhei pelo Brasil, pelo Turismo"

Celso Sabino, ministro do Turismo

Sabino afirmou também que seguirá no comando do MTur até o prazo de desincompatibilização, em abril de 2026, quando deverá deixar o cargo caso confirme sua candidatura ao Senado.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.