Justiça mantém pedido de prisão preventiva do fundador da Hurb, que segue foragido
João Ricardo Rangel Mendes está foragido há 9 meses

A Justiça do Rio de Janeiro manteve nesta semana a prisão preventiva de João Ricardo Mendes, fundador do Hurb, após a defesa solicitar a substituição da medida por alternativas à prisão e se comprometer a cumpri-las rigorosamente.
O empresário foi preso em 2025, suspeito de furtar obras de arte e outros objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele foi liberado sob condições, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, mas descumpriu as medidas impostas.
Mendes está foragido há mais de nove meses, desde 7 de janeiro. Em decisão de 7 de outubro, a 32ª Vara Criminal da Capital registrou que o mandado de prisão expedido contra o empresário naquela data ainda não havia sido cumprido. O documento foi encaminhado ao UOL pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A defesa alegou excesso de prazo e pediu a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos restritivas. Segundo a decisão, os advogados se comprometeram a cumprir rigorosamente as condições que fossem estabelecidas.
O pedido foi negado porque a Justiça entendeu que os motivos que levaram à prisão preventiva continuam válidos. A decisão aponta que a defesa não apresentou mudanças nas circunstâncias que justificassem a revogação da medida e rejeita a alegação de excesso de prazo, sob o argumento de que o processo segue seu curso normal. O Ministério Público também se posicionou contra a solicitação.
A Justiça ressaltou ainda que Mendes já havia sido beneficiado por medidas cautelares alternativas, mas descumpriu as condições impostas. Segundo a decisão, o empresário deixou o Estado sem autorização judicial, utilizou documento falso e manteve descarregado o equipamento de monitoramento eletrônico. As violações motivaram a expedição de um novo mandado de prisão em janeiro.
Com informações do UOL.