Setor de alimentação fora do lar sofre com falta de capital de giro

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Pesquisa feita pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostrou que 85% dos negócios de alimentação estão faturando menos do que antes, uma realidade mais dramática se comparada às demais atividades econômicas (81% das empresas tiveram perdas). O levantamento aponta ainda que as empresas de alimentação fora do lar demitiram proporcionalmente mais (12%) do que os demais setores (9%).

A pesquisa foi realizada no período de 27/07 a 06/08 junto a uma amostra de 1.191 empresários do setor, em todos os estados e no Distrito Federal. Foram ouvidos 39% de microempreendedores individuais (MEI), 30% de Microempresas, 28% de Empresas de Pequeno Porte (EPP) e 3% Médias ou Grandes Empresas.

De acordo com os entrevistados, o maior desafio para a retomada e sobrevivência dos seus negócios é ter capital de giro (63%), seguido pela preocupação com o comportamento do consumidor (32%). Os dados mostram que a preocupação desses empresários com o fluxo de caixa já levou mais da metade deles (56%) a buscar empréstimos desde o início da pandemia. Essa proporção é dois pontos percentuais superior ao conjunto de todos os segmentos da economia (54%). Entretanto, apesar da grande procura, ainda é baixo o nível de sucesso desses empreendedores: apenas 20% tiveram o pedido aprovado.

Pixabay
A pesquisa também revelou que, para conseguirem se manter em atividade, cresceu a proporção de negócios de alimentação fora do lar que passou a adotar o sistema de delivery. Antes da pandemia, 54% dos empresários usavam esse recurso. Agora, esse percentual subiu para 66%. A mudança mais significativa se deu nas padarias, onde as empresas que fazem delivery passaram de 36% antes da crise para 61% em agosto.

Houve ainda um crescimento significativo de quem vende por plataformas on-line. Desde o início da crise, 25% dos negócios de alimentação fora do lar passaram a vender a partir dessa modalidade. Hoje, 72% dos negócios estão conectados. Neste universo, as pizzarias e padarias conseguiram rapidamente se adaptar e, consequentemente, estão sofrendo menos. Já os cafés, bares e os restaurantes estão sofrendo mais que a média.

Ainda de acordo com o levantamento, as empresas de alimentação fora do lar planejam, para os próximos seis meses, investir principalmente para agregar outros serviços ao negócio (38%) e em marketing (29%), refletindo uma preocupação desses empresários com as mudanças de comportamento dos consumidores.
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