Líderes apresentam pleitos no Encontro da ABIH-SP

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PANROTAS / Emerson Souza
Líderes de associações apresentaram pleitos no encontro da ABIH-SP
Líderes de associações apresentaram pleitos no encontro da ABIH-SP
Na parte da tarde, o 1° Encontro Anual da ABIH-SP apresentou um bate papo com lideranças de associações das mais diversas vertentes do setor do Turismo. O painel apresentado pelo hoteleiro Antonio Dias, do grupo Royal Palm, recebeu Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, Magda Nassar, da Abav Nacional, Roberto Nedelciu, da Braztoa, e Marco Ferraz, da Clia Brasil. Eles falaram sobre as principais reivindicações das empresas representadas por eles e, juntos, destacaram a importância da união para o desenvolvimento da atividade.

O ponto destacado por todos eles foi ação coordenada que as associações tiveram ao longo do ano passado, sobretudo com o surgimento do G20, para minimizar os efeitos da pandemia. Outro ponto em comum foi o pedido de uma visão única que e uniforme das diversas empresas da indústria para interagir com as esferas do poder público.

O presidente da Abear, primeiro a falar no painel, foi enfático nas críticas ao Ministério da Economia. Segundo ele, a pasta comandada por Paulo Guedes não atendeu nenhum pleito do setor desde o ano passado. "Tivemos, ao longo do último ano, três tipos de demandas. As que foram diretamente para a estrutura da aviação, as que chegaram ao Ministério do Turismo, todas essas atendidas, e algumas que chegaram ao Ministério da Economia e não foram atendidas", revelou.

Sanovicz também indicou que, para a aviação nacional, seria importante o apoio do trade em pleitos fundamentais como a diminuição da tributação na cobrança por combustíveis. "O querosene de aviação foi acertado em cheio pela inflação e subiu 91% mas prestamos mais atenção em outros itens também inflacionados no momento como a gasolina e o gás de cozinha, que são produtos de consumo em massa", disse.

Já a presidente da Abav Nacional, Magda Nassar, levantou uma questão que fala diretamente com os hoteleiros presentes. Ela pediu uma cadeia de distribuição mais justa e equidade na oferta para que om trabalho dos agentes de viagens seja facilitado.

"Nós não queremos preços melhores, só isonomia. Entendemos quando um hotel ou resort passa a praticar preços mais agressivos gente entende, mas precisa de isonomia. Nosso 'inimigo' em comum são as empresas que não pagam impostos como nós mas dentro da indústria precisamos nos ajudar. Essa parceria é fundamental e muito saudável", discursou.

Nedelciu, da Braztoa, falou no mesmo sentido e acrescentou a opinião de que se o hotel não quiser trabalhar com operadoras ou agências ele tem esse direito. "Acho que o importante é dar condições iguais para os agentes. Mas fica a critério de cada um", sublinhou.

Encerrando as falas, Marco Ferraz, citou a reforma tributária como um dos fatores que devem afetar a atividade. "Não temos a mesma força política que setores como o de serviço por isso precisamos nos unir. O imposto tem que ser justo e simples de ser pago e isso é de extrema importância para que consigamos atrair mais investimentos e turistas para o Brasil", encerrou.

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