MERCADO

"Brasil precisa abrir caminho para investidor de hotéis"


Marcelo Fonseca
Alejandro Moreno, da Wyndham, Matt Teixeira, da Best Western, e Trícia Neves, da Mapie
Alejandro Moreno, da Wyndham, Matt Teixeira, da Best Western, e Trícia Neves, da Mapie

Um ambiente de negócios mais favorável para o investidor, um trabalho mais forte para atrair o estrangeiro ao País e uma maior afinidade com o complexo cenário de distribuição. Esses são três dos maiores desafios que as redes hoteleiras internacionais veem no Brasil.

O tema foi discutido neste segundo dia de 17º Fórum PANROTAS pelo diretor de Vendas Globais da Best Western, Matt Teixeira, e presidente e diretor geral da América Latina da Wyndham, Alejandro Moreno, com mediação da sócia-diretora da Mapie, Trícia Neves.

Marcelo Fonseca
Alejandro Moreno e Matt Teixeira em painel sobre os maiores desafios das redes globais no Brasil
Alejandro Moreno e Matt Teixeira em painel sobre os maiores desafios das redes globais no Brasil
A rede de Alejandro Moreno abriu neste ano um hotel em Gramado (RS) com este modelo de cota para investidores, e o executivo foi o primeiro a levantar a voz para a questão. "A questão da multipropriedade, com utilização do consumidor e investidor para alavancar negócios, toda questão do crédito... ainda falta ao Brasil, o que acaba dificultando o desenvolvimento do negócio. Diante disso e de todo um cenário global aberto, o investidor não considera o Brasil, um país que é o 12º em exportação em Turismo, mas menos do que 30º em captação. Precisamos evoluir muito para receber o investidor de braços abertos."

Matt Teixeira concordou e ilustrou com o fechamento do escritório da Best Western no Brasil por conta do mercado ser fechado e muito burocrático. "Nossa percepção e que no Brasil as companhias internacionais já entram com desvantagem ao investir aqui."

INTERMEDIÁRIOS

Trícia questionou a respeito dos intermediários, um meio com cada vez mais players. "A hotelaria está muito pulverizada se utilizando desses distribuidores. como enxergamos o futuro disso e o reflexo no Brasil?"

Marcelo Fonseca
De acordo com Teixeira, o que tira seu sono é a Amazon. "É uma empresa que sabe como atrair o consumidor como ninguém. Eles já tentaram se aproximar da hotelaria no passado e recuaram, mas certamente pretendem aprender, afinal, o mote deles é ser a plataforma do mundo", revela.

Moreno continuou "As OTAs investem bilhões de dólares para chegar ao consumidor. A relação de marketing entre nós e eles é o que mudou. Antes abríamos uma tarifa rack e dávamos desconto ao operador, hoje começamos com a tarifa para baixo. Involuímos. Há mercados em que é muito difícil levantar a tarifa, e por conta disso vemos muitos hotéis com problemas de manutenção, caso contrário ficam sem lucros."

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