Hotelaria paulista pede socorro ao poder público

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Os empresários e trabalhadores dos diferentes meios de hospedagem do Estado de São Paulo se uniram para pedir uma rápida resposta do poder público em âmbito federal, estadual e municipal. O setor reivindica medidas de apoio que minimizem o impacto da queda nas taxas de ocupação, agravado pela fase emergencial decretada pelo governo do Estado, que permanecerá em vigor até o dia 11 de abril.

Confira abaixo a reinvindicação na íntegra.

Marriott
Os meios de hospedagem no Estado fecharam o segundo semestre de 2020 com uma taxa de ocupação de 24%
Os meios de hospedagem no Estado fecharam o segundo semestre de 2020 com uma taxa de ocupação de 24%
Empresários e colaboradores dos meios de hospedagem ajudaram a criar o Plano São Paulo; foram os pioneiros na adoção de rígidos protocolos sanitários e estão conscientes da real necessidade das medidas restritivas estabelecidas, de acordo com cada uma das fases estabelecidas com base em critérios científicos pelo Comitê de Contingência do coronavírus. Unidos defendem vacina já para todos e um maior e melhor controle da pandemia.

Tragédia anunciada

Para evitar ampliar uma tragédia anunciada, que além de sanitária agora deflagra um impacto social, de dimensões sociais sem precedentes, as associações hoteleiras, os sindicatos de trabalhadores e patronais se unem para sensibilizar o poder público por medidas emergenciais.

No início da pandemia, em março de 2020, o setor estava fortalecido de bons resultados em 2019. Nesse momento, os incentivos governamentais (sobretudo trabalhistas) ajudaram os empreendimentos e colaboradores nos primeiros meses da pandemia e mantivemos o ritmo de trabalho entre as diferentes fases ao longo do ano de 2020, com investimento em protocolos de segurança, treinamento, comunicação com o mercado, sempre se adaptando às restrições impostas pelo momento. Atualmente, as reservas financeiras terminaram, o crédito não chegou para todos e aqueles que conseguiram precisam ter fôlego para honrar com todas as suas despesas.

O acúmulo de prejuízos foi severo. Pesquisas apontam que, no Estado de São Paulo, os meios de hospedagem fecharam o segundo semestre do ano passado com uma taxa média de ocupação insustentável: 24%. Pior, em algumas regiões, como na capital, com pífios 5%. Assim, beirando 0% de ocupação, empresários e colaboradores do setor ingressaram na fase vermelha e com 100% de prejuízo.

Ou seja: propõem ações que minimizem o impacto da queda drástica nas taxas de ocupação, agravada pela fase emergencial decretada pelo governo do estado para vigorar até o dia 11 de abril de 2021. São 28 dias seguidos somando às dívidas 100% de prejuízo.

Medidas de apoio do poder público que são fundamentais para o setor

O setor reivindica:
- Agilidade e financiamentos dos bancos públicos;
- Isenção de tributos para o ano de 2022, a exemplo do IPTU, com parcelamento dos impostos devidos;
- Que os municípios façam refis relativos aos impostos de 2020 e 2021;
- Renegociação das contas de luz, água e gás para que não sejam cortados por falta de pagamento pelos próximos seis meses;
- Urgência na implementação da PL 936, sobre suspensão de contratos de trabalho.

É preciso impedir que o cenário dramático comprometa a matriz econômica do mercado de viagens, Turismo e eventos. E, muito além da sustentabilidade empresarial, tais medidas devem combater o desemprego e falta de renda de milhares de família. São ações de humanidade a todos os colaboradores e familiares dos trabalhadores do setor.

O setor esclarece ainda que o faturamento perdido não se recupera. Ao contrário de outros segmentos, a hotelaria não dispõe de estoque. Um apartamento que ficou sem ocupação impõe perdas irrecuperáveis. E a falta de ajuda resulta no acúmulo de dívidas e em inevitável inadimplência.

Bolsa auxílio para os colaboradores

A união de esforços da sociedade civil organizada também busca credenciar escolas de Hotelaria dos Sindicatos Laborais e Patronais para efeito do Benefício Bolsa Auxílio, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, para comtemplar o conjunto de trabalhadores dos meios de hospedagem.

A mobilização em favor do conjunto das medidas propostas ao poder público, em todas as esferas do poder, conta com o engajamento das seguintes instituições:

Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (Abih-SP); Brasilian Luxury Travel Association (Blta); Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb); Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo; (Fhoresp); Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil); Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart Hotéis, Motéis, Flats, Pensões, Hospedarias, Pousadas, Restaurantes, Churrascarias, Cantinas, Pizzarias, Bares, Lanchonetes, Sorveterias, Confeitarias, Docerias, Buffets, Fast-Foods e assemelhados de São Paulo e região (Sinthoresp) e São Paulo Convention and Visitors Bureau (Visite São Paulo).

Porta vozes
Ricardo Andrés Roman Jr., presidente Abih-SP; Simone Scorsato, CEO da Blta; Orlando de Souza, presidente Executivo Fohb; Edison Pinto, vice-presidente de Comunicação Social e Relações Governamentais (Fhoresp); Sérgio Souza, presidente, e Ana Biseli, presidente executiva, ambos da Resorts Brasil; Rubens Fernandes, secretário Geral (Sinthoresp) e Toni Sando, presidente Executivo (Visite São Paulo).
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