Hotelaria paulista inicia 2021 com queda em ocupação e revpar

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Unsplash/Marten Bjork
A ocupação média de janeiro caiu 44%
A ocupação média de janeiro caiu 44%
A atividade hoteleira em São Paulo segue sofrendo com os impactos da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus no Brasil. Relatório elaborado pela ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) do Estado mostra que o segmento começou o ano com retração na comparação com o ano passado. A ocupação média de janeiro caiu 44% quando comparada com período idêntico em 2020. O Revpar (indicador ponderado entre a taxa de ocupação e a diária média) teve queda de 20%, número idêntico à retração na taxa de funcionários por quarto hoteleiro - que mede a geração de empregos dessa indústria.

De acordo com os resultados da pesquisa, a média de ocupação dos hotéis do Estado ficou em 31% em janeiro. A média do segundo semestre do ano passado na região foi ainda pior, 24%. “Ou seja: foi uma taxa de ocupação similar aos primeiros meses do Plano Collor, que impôs o confisco de todos os recursos financeiros à época”, compara o conselheiro fiscal da ABIH-SP e o coordenador responsável pelo desenvolvimento do estudo, Roberto Gracioso.

Na análise dos índices de tarifas médias cobradas pelo setor, o estudo revela que, de julho a dezembro de 2020, o indicativo subiu de R$ 191,67 para R$ 239,52. “É uma ligeira elevação que reflete a recuperação típica do segundo semestre, mas insuficiente para dar viabilidade à maioria dos empreendimentos”, avalia Gracioso. O recrudescimento das medidas restritivas provocou nova queda (para R$ 229,41) em janeiro de 2021.
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