Hotelaria cresce em janeiro e RevPAR avança 10,5% no Brasil
Levantamento do Fohb mostra alta em ocupação e diária média, com destaque para o Nordeste

A hotelaria brasileira começou 2026 em ritmo de expansão. Dados do Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) revelam que janeiro registrou crescimento nos três principais indicadores do setor na comparação com o mesmo mês de 2025.
Com base em uma amostra de 570 hotéis de redes associadas, responsáveis por 88.217 unidades habitacionais, a taxa de ocupação nacional subiu 2,1%, alcançando 55,26%. A diária média avançou 8,3%, para R$ 437,28, enquanto o RevPAR teve alta de 10,5%, chegando a R$ 241,62.
O resultado indica que o aumento de receita foi puxado principalmente pela elevação das tarifas, movimento observado em todas as regiões do País.

Nordeste lidera expansão
Na análise regional, apenas o Norte apresentou retração na taxa de ocupação, com queda de 5,6%. As demais regiões registraram avanço: Centro-Oeste (2,9%), Nordeste (3,4%), Sudeste (2,4%) e Sul (2%).
Em diária média, o crescimento foi generalizado, com destaque para o Nordeste, que avançou 15,7%. Sudeste e Centro-Oeste também tiveram desempenho relevante, com altas de 7,9% e 7,4%, respectivamente. No RevPAR, o Nordeste novamente liderou, com expansão de 19,6%, seguido por Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O Norte foi a única região com retração no indicador, de 4,4%.
Econômico e midscale puxam receitas
Entre as categorias, todas registraram aumento na taxa de ocupação: 3,6% no segmento econômico, 0,3% no midscale e 1,4% no upscale. O crescimento foi mais expressivo na diária média, que subiu 5,6% nos hotéis econômicos, 10,8% no midscale e 9,4% no upscale. Como consequência, o RevPAR avançou 9,4% no econômico, 11,2% no midscale e 11% no upscale.
Recife lidera entre capitais

Entre os principais municípios analisados, Recife apresentou o maior crescimento de RevPAR, com alta de 25,5%, impulsionado pelo aumento de 17,1% na diária média. Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Vitória e Campinas também registraram variações acima de 15% no indicador.
O Rio de Janeiro teve expansão de 16,4% na diária média e de 11% no RevPAR, apesar da queda de 4,7% na taxa de ocupação. Já Florianópolis e Belém figuraram entre os poucos mercados com retração em RevPAR, com quedas de 3,1% e 12,8%, respectivamente. Belo Horizonte e Belém foram os únicos destinos a apresentar recuo na diária média.
Os números de janeiro reforçam um cenário de início de ano aquecido para as redes hoteleiras, com estratégia clara de recomposição e elevação tarifária, especialmente em destinos do Nordeste.