Meliá encerra operações em Cuba e amplia desafios ao Turismo da ilha
Rede espanhola encerra operações no país após décadas e cita dificuldades legais e financeiras

A Meliá Hotels International encerrará nesta sexta-feira (24) todas as suas operações em Cuba, colocando fim a uma presença de mais de três décadas na ilha. A saída de uma das maiores redes internacionais do destino representa um novo revés para o Turismo cubano, que enfrenta queda na demanda, restrições econômicas e o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.
Em comunicado, a companhia afirmou que a decisão foi motivada por "significativas dificuldades operacionais, legais, econômicas e financeiras" que vêm afetando o ambiente de negócios no país.
O portal norte-americano Travel Weekly lembra que a medida ocorre poucos dias após o governo dos Estados Unidos ampliar as sanções contra Cuba e recorda que, em 13 de julho, o Ministério do Turismo daquele país foi incluído na lista de entidades sancionadas. O órgão era parceiro de mais de uma dezena de hotéis que ainda eram administrados pela Meliá.
A retirada da rede já vinha sendo conduzida nos últimos meses. Em maio, a empresa suspendeu a gestão de 15 hotéis operados em parceria com uma agência de turismo ligada à Gaesa, conglomerado empresarial controlado pelas Forças Armadas de Cuba e também alvo das sanções norte-americanas.
A Meliá chegou a administrar 34 hotéis no país, principalmente em Havana, Varadero e nos principais cayos, consolidando-se como uma das principais operadoras internacionais presentes em Cuba desde a abertura do Turismo ao capital estrangeiro após o fim da União Soviética.
De acordo com a reportagem da Travel Weekly, as sanções dos EUA incluem o congelamento de ativos, o bloqueio de contas em território norte-americano e restrições de viagem para acionistas, investidores e funcionários de empresas que mantêm operações em Cuba.