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Avianca Brasil, rebranding e Argentina derrubam números da Decolar


Divulgação/Despegar
<br>O CEO da OTA Decolar/Despegar, Damian Scokin

O CEO da OTA Decolar/Despegar, Damian Scokin
A OTA Decolar, com sede na Argentina e filiais por toda a América Latina, inclusive o Brasil, divulgou seu balanço do segundo trimestre de 2019: as vendas atingiram US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões), um aumento de 15% em comparação com o mesmo período do ano passado, em um ambiente sem variações cambiais (FX Neutral), mas queda de 6% contando as variações reais de moeda no mercado. Nos países de língua hispânica a OTA é conhecida como Despegar.

As transações e noites de hotel também caíram 6% e 8%, respectivamente. A OTA registrou um EBITDA negativo de US$ 7,3 milhões, contra um positivo de US$ 12 milhões no 2T18.

Segundo a empresa, esse resultado negativo deve-se aos custos da campanha de rebranding lançada em abril e ao prejuízo causado pela saída da Avianca Brasil do mercado. Não fosse isso, o EBITDA deveria ter sido positivo, de R$ 2,9 milhões. O balanço também culpa a situação econômica desafiadora na Argentina e, em menos escala, no Brasil.

O Brasil respondeu por 39% do movimento da Decolar, com aumento de 4% na receita (ou 13% no ambiente FX Neutral), mas queda de 14% em transações. O impacto da Avianca Brasil nos resultados do trimestre foi de US$ 1,6 milhões e de US$ 8,3 milhões no ano, especialmente devido à antecipação de pagamento para que os passageiros da Decolar embarcassem.

Outros dados do balanço da Decolar.com na América Latina mostram que as transações via mobile já são 38% do total; que o NPS (grau de satisfação dos clientes) cresceu 380 bps em um ano, mesmo com o Brasil sofrendo com a questão da Avianca; e que as receitas finais chegaram a US$ 114,1 milhões, usando o ambiente FX Neutral, o que significaria um aumento de 5% (sem essa metodologia, a queda foi de 11%).

Pacotes, hotelaria e outros produtos já são 59% das vendas da Decolar, com crescimento de 6% na venda de pacotes. A maior queda na venda desse segmento foi na Argentina, onde é muito popular a compra de pacotes.
Além da nova campanha de rebranding, a Decolar também finalizou, em 31 de julho, a aquisição da Viajes Falabella. A Decolar teve um prejuízo de US$ 16,5 milhões no período e um tíquete médio de US$ 457 por transação.

O CEO da OTA, Damian Scokin, analisou os resultados no balanço publicado: “Estamos realizando um bom progressos na execução de nossas prioridades estratégicas, mesmo enfrentando macro condições adversas no trimestre em nossos principais mercados, especialmente a Argentina e em menor extensão no Brasil”.

“Continuamos confiantes que nossos investimentos estratégicos, incluindo o recente processo de rebranding e a aquição da Viajes Falabella, estão criando uma diferenciação cada vez maior de nossos competidores para garantir ganhos contínuos de market share. Além da melhoria do cenário macro, estamos bem posicionados para entregar um resultado financeiro melhor que guiarão valor de longo prazo aos acionistas”, concluiu Scokin.



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