Portos do Canadá só reabrirão em 2021

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Divulgação
Cruzeiros com destino ao Alasca terão suas escalas afetadas
Cruzeiros com destino ao Alasca terão suas escalas afetadas
Destinos nas costas leste e oeste do Canadá cancelaram suas temporadas de cruzeiro em 2020 após o governo afirmar que proibiria navios de cruzeiro com mais de 100 passageiros de fazer escala em seus portos até pelo menos 31 de outubro, de acordo com o Travel Weekly. A Cruise the Saint Lawrence disse que a decisão significaria o cancelamento da temporada de cruzeiros para seus nove portos membros, incluindo Montreal e Quebec.

"A mudança é um golpe para a indústria de cruzeiros, que contribui generosamente para o crescimento e a prosperidade de centenas de empresas em oito regiões turísticas diferentes espalhadas por toda a província", afirmou a organização, acrescentando que os 567 mil passageiros esperados neste ano teriam totalizado US$ 1 bilhão em impacto econômico direto e sete mil empregos.

A Halifax Port Authority também suspendeu sua temporada de cruzeiros para 2020, dizendo que “trabalhará com parceiros do turismo na Nova Escócia para reconstruir a indústria de cruzeiros em Halifax e no Canadá Atlântico. Juntos, enfrentaremos esta tempestade e nos prepararemos para os melhores dias pela frente”.

A Greater Victoria Harbour Authority (GVHA) disse que apoia a decisão do Canadá. Nesta temporada, o porto planejava receber 300 navios de cruzeiro e 770 mil passageiros entre abril e outubro, sendo a maioria grandes navios de cruzeiro nos itinerários do Alasca. A GVHA disse que o setor apoia 800 empregos indiretos e diretos em Victoria e contribui com mais de US$ 130 milhões para a economia regional a cada ano.

"A indústria de cruzeiro representa 70% de nossa receita anual, o que suporta nossas operações em todas as propriedades, incluindo comodidades da comunidade. Sem as receitas de cruzeiros em 2020, precisaremos explorar como mantemos essas instalações para uso da comunidade nos próximos anos. Isso incluirá o adiamento de projetos de capital e a redução de manutenção e reparos, sem comprometer a segurança", afirmou a GVHA.
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