Como a Royal Caribbean cria as atrações e restaurantes de seus navios? CEO revela
Companhia revela os três princípios que orientam o desenvolvimento de experiências a bordo

LEGEND OF THE SEAS – Quem embarca em um navio da Royal Caribbean encontra dezenas de restaurantes, bares, atrações e espaços de entretenimento. Mas poucas pessoas imaginam como a companhia decide o que permanece, o que evolui e o que dá lugar a uma novidade.
Durante coletiva realizada a bordo da viagem inaugural do Legend of the Seas, o presidente e CEO da Royal Caribbean, Michael Bayley, explicou que o desenvolvimento de cada nova classe de navios segue uma filosofia baseada em três pilares: tradição, evolução e revolução.
Segundo ele, essa estratégia ajuda a preservar a identidade da marca ao mesmo tempo em que permite incorporar novas experiências a cada lançamento.

Os três pilares da Royal Caribbean
1. Tradição
Algumas experiências simplesmente fazem parte da identidade da companhia e permanecem presentes geração após geração. É o caso do Schooner Bar, um dos espaços mais tradicionais da Royal Caribbean.
"O Schooner Bar continua existindo porque há hóspedes que voltam aos nossos navios justamente para viver essa experiência novamente", explicou Bayley, ao lembrar que, da mesma forma, restaurantes consagrados, como o Chops Grille, continuam integrando os novos projetos.
2. Evolução
Outras atrações passam por um processo contínuo de aprimoramento. Segundo Bayley, foi exatamente isso que aconteceu com os parques aquáticos da companhia. "Começamos com um toboágua. Depois vieram dois. Hoje temos verdadeiros parques aquáticos a bordo", disse ele.
O mesmo conceito vale para restaurantes, áreas de lazer e outras experiências que ganham novas versões a cada geração de navios.

3. Revolução
O terceiro pilar é reservado para as grandes novidades. São conceitos inéditos criados para surpreender os hóspedes e diferenciar uma nova classe de embarcações.
No Legend of the Seas, exemplos dessa estratégia incluem o AquaDome, a estrutura Pearl e novas experiências gastronômicas desenvolvidas especificamente para a Classe Icon.
Segundo Bayley, essas ideias surgem após um longo processo de pesquisa, desenvolvimento e testes.
O cliente tem a palavra final
Apesar de todo o trabalho de inovação, Bayley afirma que nenhuma decisão é tomada apenas com base na opinião dos executivos.
"Ouvimos milhares de hóspedes. Eles nos dizem o que gostam, o que pode melhorar e quais experiências merecem continuar"
Michael Bayley, CEO da Royal Caribbean
Segundo o executivo, esse retorno explica os altos índices de satisfação registrados pela Classe Icon e influencia diretamente o desenvolvimento das futuras embarcações.

Ao mesmo tempo em que prepara novos navios, a Royal Caribbean já trabalha na próxima geração de produtos, em um processo que começa cerca de seis ou sete anos antes da estreia de cada embarcação.
"O que vocês veem pronto hoje começou a ser desenhado muitos anos atrás. E, enquanto lançamos um navio, já estamos imaginando o próximo", afirmou Jason Liberty, presidente e CEO do Royal Caribbean Group.
A PANROTAS viaja a convite da Royal Caribbean e da R11 Travel, com proteção Hero Seguros.