Saiba tudo sobre a recuperação de St. Martin/St. Maarten

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Jhonatan Soares
Jean-Philippe Pérol, da Cap Amazon, com Aida Weinum, Valérie Damaseau e Annick Petrus Ferga, do Turismo de St Martin
Jean-Philippe Pérol, da Cap Amazon, com Aida Weinum, Valérie Damaseau e Annick Petrus Ferga, do Turismo de St Martin
Pouco mais de um ano decorreu desde que o furacão Irma passou por St Martin. A destruição de 94% das estruturas da ilha caribenha afetou diretamente o Turismo local, pilar de sustentação econômica do país. Em visita ao Brasil, as autoridades do escritório de promoção do destino reuniram o trade turístico para mostrar a evolução em infraestrutura pela qual tem passado e para garantir: St Martin está pronta para a nova temporada.

“Há grande demanda e expectativa em torno do nosso destino e nós não iremos desapontá-los”, garante a presidente do escritório de promoção do destino e vice-presidente de St Martin, Valérie Damaseau. “A ilha e as empresas investiram muito após o desastre e esse é o preço da resiliência. É o preço da confiança, da paciência e da consciência do que o Turismo significa para nós.”

Um acordo assinado em maio passado garante a união dos lados francês e holandês da ilha para a promoção conjunta do destino – algo que, pelas peculiaridades dessas parcelas do país, não era realizado antes. “É tempo de colaboração e cooperação”, resume Valérie. “Nós temos sotaques diferentes, mas uma única voz: a reconstrução de St Martin.”

COMO SE REERGUER
Com 30 hotéis já reabertos, a expectativa é de que até dezembro mais de três mil quartos da rede local estejam prontos para os hóspedes. Dos 400 restaurantes que comportam a oferta da “capital gastronômica caribenha”, calcula-se que 70% deles estejam abertos. Ao todo, segundo o Turismo de St. Martin, 85% das atividades turísticas estão operantes atualmente.

“Após o Irma nós realmente sentimos uma queda na vinda de brasileiros”, pontua a presidente do bureau local. Valérie Damaseau cita gastronomia, vida noturna e compras como as atividades não-relacionadas à praia que o brasileiro mais gosta. “O Brasil nos dá uma clientela muito refinada e nós somos capazes de entregar essa experiência que eles buscam”, reforça.

“É evidente que os efeitos do furacão Irma foram negativos para a ilha, mas, se podemos tirar um lado positivo disso tudo, é que agora temos estruturas completamente novas.” A vice-presidente do país complementa, dizendo que “quando se há turistas indo e vindo o ano todo, é impossível parar para realizar obras. Nós não tivemos escolha, nós tivemos que recomeçar do zero”.

A MARCA DE 15 MIL
Diretor da Cap Amazon, que representa St Martin no Brasil, Jean-Philippe Pérol sonha em retomar as marcas pré-Irma, quando pela ilha passavam cerca de 15 mil turistas brasileiros por ano – sem contar aqueles que acessavam o destino em paradas de cruzeiros. “Ano que vem devemos ter entre seis mil e oito mil brasileiros, um patamar que tínhamos há dois anos”, conta Pérol, que calcula demorar entre duas a três temporadas para que os valores cheguem à meta dos 15 mil turistas.

“Temos que trabalhar para retomar os voos diretos”, afirma, lembrando de operações em charter que aconteceram no passado. “Com o aumento no fluxo de brasileiros, ajuda bastante a retomar esses voos para a alta temporada.” “O mercado brasileiro vai começar a engrenar”, aposta. “Porque os hotéis favoritos dos brasileiros estão reabrindo agora, que é o Samanna (Belmond La Samanna) e o Meridien (Le Meridien l'Habitation).”

Confira no álbum as fotos de Jhonatan Soares do encontro realizado pelo Turismo de St Martin:
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