Gastos dos EUA na América do Sul diminuirão 44%

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Redução da fonte de mercado norte-americana será prejudicial para o setor de viagens da América do Sul
Redução da fonte de mercado norte-americana será prejudicial para o setor de viagens da América do Sul
A GlobalData estima que os gastos de norte-americanos na América do Sul caiam 44,4% entre 2020 e 2021, já que as restrições de viagens devido à covid-19 impediram o fluxo de visitantes. Tendo figurado entre as dez principais chegadas internacionais nas cinco principais economias da região em 2019, a redução dessa fonte de mercado será prejudicial para o setor de viagens.

“Os viajantes dos Estados Unidos gastaram mais de US$ 38,8 bilhões na América do Sul em 2019, com um crescimento ano a ano de 7,3% em relação a 2018. Isso representa uma taxa de crescimento anual composta de 7,3% para o período entre 2017 e 2019. Esses gastos devem atingir US$ 54 bilhões em 2024, destacando que há uma clara oportunidade de crescimento pós-pandemia”, diz a analista de Viagens e Turismo da GlobalData, Johanna Bonhill-Smith.

Atualmente, os EUA e o Brasil são identificados como detentores do maior número de mortes relacionadas ao novo coronavírus, bem como o maior número de casos. Embora ambos os países tenham restrições, isso não significa que as oportunidades devam ser ignoradas. Uma abordagem proativa para atrair turistas dos país norte-americano deve ser considerada vital para estimular a recuperação, quando possível.

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Gasto total em turismo nacional por viajantes dos EUA na América do Sul
Gasto total em turismo nacional por viajantes dos EUA na América do Sul
De acordo com Johanna, as organizações de marketing de destino devem lançar proativamente conteúdo cativante para envolver os viajantes nos EUA. Uma pesquisa da empresa de análises constatou que 32% dos viajantes norte-americanos planejam reduzir seus planos de viagens internacionais. No entanto, se as DMCs puderem se envolver com eles e, dependendo da progressão da covid-19, isso ajudará a América do Sul em seu caminho para a recuperação no momento oportuno.

“As viagens regionais serão vitais para a recuperação da América do Sul, pois os destinos vizinhos geralmente dependem um do outro para um grande número de chegadas por ano. Por isso, as DMCs também devem olhar para o longo prazo e começar a planejar onde estão as oportunidades e como se envolver com isso no cenário futuro de viagens”, finaliza a analista.

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