Após críticas de Trump, Washington D.C. busca reverter imagem a turistas
Destination DC, entidade de promoção da cidade, fala em investimento para separar narrativa de realidade

Após as polêmicas declarações do presidente Donald Trump, que descreveu Washington D.C. como um dos "piores lugares do mundo" e anunciou intervenção federal na segurança local, o Destination D.C. (DDC) anunciou estratégias de marketing para 2026 voltadas a "moldar a percepção e contrapor a retórica negativa" sobre a cidade.
Trump afirmou que a taxa de homicídios em Washington era o dobro ou triplo de outras capitais globais, incluindo Brasília. O DDC respondeu rapidamente ao cenário político adverso. Após a ordem executiva federal que trouxe militares à cidade, a organização agiu para o que chama de "separar narrativa de realidade". Veio então a campanha Love Letter to DC, que já gerou mais de 1,3 milhão de impressões e 80 mil interações.
Além disso, para 2026, a premiada campanha There's Only One DC evolui para We the People DC, destacando 20 moradores locais em vídeos que, segundo testes, mudaram positivamente a percepção do público sobre a cidade.
Apesar dos desafios, o DDC aposta no 250º aniversário dos EUA e em grandes inaugurações previstas para 2026, incluindo a revitalização do Tidal Basin e novos espaços em memoriais icônicos. Em 2024, a capital recebeu 27,2 milhões de visitantes, que gastaram US$ 11,4 bilhões.
Washington D.C. será uma das cidades-sedes da Copa do Mundo Fifa 2026, que terá os Estados Unidos como principal anfitrião, mas dividindo espaço com Canadá e México.