Filip Calixto   |   12/02/2026 10:09

Rodovia entre Lisboa e Porto desaba após rompimento de dique em Coimbra

Mais de 3 mil pessoas são removidas preventivamente; país enfrenta nova onda de chuvas

Pixabay
Desde o fim de janeiro, tempestades atingem principalmente as regiões central e sul de Portugal. Segundo informações oficiais, ao menos 15 pessoas morreram em decorrência dos temporais
Desde o fim de janeiro, tempestades atingem principalmente as regiões central e sul de Portugal. Segundo informações oficiais, ao menos 15 pessoas morreram em decorrência dos temporais

Uma parte da autoestrada A1, que liga Lisboa a Porto, em Portugal, desabou na noite de quarta-feira (11) após o rompimento de um dique do rio Mondego, próximo a Coimbra. A via já havia sido interditada pela polícia antes da abertura na pista, segundo informou a prefeitura de Coimbra.

De acordo com as autoridades locais, o dique rompeu ao lado de um dos pilares que sustentam a rodovia. Em declaração à emissora RTP, a prefeita de Coimbra, Ana Abrunhosa, afirmou que as cidades da região enfrentam problemas devido às inundações e que algumas áreas estão isoladas.

Mais de 3 mil pessoas foram removidas preventivamente das imediações por determinação das autoridades municipais. A operação teve início na terça-feira (10) e continuava na quarta-feira, com buscas de casa em casa e transporte de moradores para abrigos.

Desde o fim de janeiro, tempestades atingem principalmente as regiões central e sul de Portugal. Segundo informações oficiais, ao menos 15 pessoas morreram em decorrência dos temporais. As chuvas provocaram alagamentos, danos a imóveis e deixaram centenas de milhares de pessoas sem energia elétrica.

Nesta semana, após redução temporária das tempestades, um fenômeno conhecido como “rio atmosférico” voltou a provocar chuvas intensas, com maior impacto no norte do país.

A Proteção Civil Regional informou que há risco de transbordamento da barragem da Aguieira, localizada a 35 quilômetros a nordeste de Coimbra. O responsável pelo órgão, Carlos Tavares, afirmou que a elevação do nível da água pode causar novas inundações. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) prevê um “período excecional de caudais máximos” no rio Mondego até sábado (14).

A Câmara Municipal de Coimbra informou que parte da antiga muralha da cidade desabou, bloqueando uma estrada e levando ao fechamento do mercado municipal.

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Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes