Visa Integrity Fee: taxa adicional para visto americano segue congelada
Processo teve um período de consulta pública, mas até agora não existe um cronograma para implementação

RIO DE JANEIRO - O fluxo de turistas brasileiros para os Estados Unidos segue robusto, mas enfrenta novos desafios no cenário global de viagens. Entre eles, o aumento dos custos internacionais, a recuperação ainda incompleta da conectividade aérea e a recente tensão no Oriente Médio.
No ano passado, as discussões sobre a implementação do chamado Visa Integrity Fee, uma taxa adicional vinculada ao processo de visto americano, até ganharam força, mas com a decisão do governo americano de adiar de maneira indeterminada, o assunto foi momentaneamente esquecido.
Segundo Fred Dixon, CEO do Brand USA, em entrevista exclusiva ao Portal PANROTAS durante o Brand USA Travel Week South America, realizado no Rio de Janeiro, a nova taxa de visto segue sem prazo definido, o que não deixa de ser uma ótima notícia para os turistas estrangeiros.
“O processo teve um período de consulta pública, mas até agora não existe um cronograma para implementação. Por enquanto, a orientação é seguir normalmente com os procedimentos atuais já que não há qualquer definição sobre quando ou se a medida será de fato implementada"
Fred Dixon, CEO do Brand USA
O CEO do Brand USA ainda destacou os principais fatores que podem influenciar o desempenho do mercado brasileiro nos próximos anos. E mais do que a possível taxa, o maior desafio para o Turismo internacional hoje, segundo Dixon, continua sendo o custo da viagem.
“O custo ainda será o principal fator. Isso vale para qualquer mercado. A pergunta que todos fazem é: tenho recursos para viajar este ano? Inflação global, preços de passagens aéreas e despesas no destino seguem influenciando o comportamento dos viajantes. Mesmo assim, a demanda por experiências continua forte, e muitos consumidores continuam priorizando viagens no orçamento", destacou Dixon.
Conectividade aérea melhora gradualmente

Outro fator determinante é a conectividade aérea entre Brasil e Estados Unidos. Embora o número de voos ainda não tenha retornado completamente aos níveis pré-pandemia, a oferta vem aumentando com novas rotas e frequências. Um exemplo recente é a ampliação de voos diretos da Gol.
“A conectividade está crescendo novamente e isso é extremamente positivo. Ainda não estamos no nível pré-pandemia, mas vemos uma recuperação consistente. Entre as opções de conexão, destaco aqui a expansão da Copa Airlines, que opera voos a partir do hub no Panamá para 17 cidades nos Estados Unidos, facilitando o acesso a destinos além das portas de entrada tradicionais", disse Fred Dixon.
Destinos tradicionais ainda dominam

Entre os brasileiros, alguns destinos continuam sendo os principais motores da demanda. A Florida, por exemplo, segue liderando a preferência do mercado brasileiro, assim como as cidades de Orlando e Nova York, que continuam entre as mais procuradas.
Só que o Brand USA quer ampliar o conhecimento sobre outras regiões do país. Estados do Oeste e destinos ligados à natureza e esportes de inverno, como Colorado e regiões do Noroeste americano, por exemplo, estão entre os mercados com potencial de crescimento.
E mesmo com as variáveis econômicas e regulatórias, o Brand USA mantém uma visão positiva sobre o Brasil. O país continua sendo um dos mercados mais importantes para o Turismo norte-americano na América Latina, tanto pelo volume de visitantes quanto pelo gasto médio dos viajantes.
"O desafio agora é garantir que o destino continue competitivo em termos de valor percebido. No fim das contas, o viajante está sempre procurando valor. Se o destino oferece experiências únicas, ele continuará sendo uma prioridade"
Fred Dixon, CEO do Brand USA
A PANROTAS viaja a convite do Brand USA.