Recuperação total do Turismo dos EUA não deve acontecer antes de 2029
Setor seguirá crescendo até 2027, impulsionado por viagens domésticas, segundo previsão da US Travel

O Turismo dos Estados Unidos deve manter uma trajetória de crescimento nos próximos anos, sustentado principalmente pela demanda doméstica, enquanto a recuperação do Turismo internacional segue um ritmo mais lento. É o que constata o novo relatório “U.S. Travel Forecast”, divulgado pela U.S. Travel Association.
Segundo o estudo, os gastos totais com viagens no país devem atingir US$ 1,37 trilhão em 2026 e chegar a US$ 1,42 trilhão em 2027, já considerando os valores ajustados pela inflação. O avanço previsto é de 3,4% em 2027.
“O Turismo continua sendo um dos setores mais resilientes e essenciais da economia dos Estados Unidos. Mesmo com a inflação e pressões econômicas mais amplas, os americanos continuam investindo em experiências, reencontros e conexões de negócios que acontecem por meio das viagens"
Joshua Friedlander, vice-presidente de Pesquisa da US Travel Association
As viagens domésticas seguem como principal motor da indústria, respondendo por 87% de todos os gastos turísticos no país. O segmento de lazer doméstico, por exemplo, é o único que já supera, em termos reais, os níveis pré-pandemia. Para 2026, a expectativa é de que esse mercado movimente US$ 909 bilhões.
No turismo internacional, a expectativa é de retomada moderada após a retração observada em 2025. Os gastos de visitantes estrangeiros devem crescer 1,6%, chegando a US$ 178 bilhões em 2026, enquanto o volume de turistas internacionais deve avançar 3,4%, alcançando 70,6 milhões de visitantes.
Apesar disso, a recuperação total do Turismo norte-americano aos níveis pré-pandemia não deve acontecer antes de 2029. Em 2019, os EUA receberam cerca de 79 milhões de visitantes internacionais.
O Turismo corporativo, por sua vez, deve crescer de forma mais moderada. A previsão é de avanço de 0,7% em 2026, atingindo US$ 319 bilhões em gastos. Segundo o levantamento, empresas seguem cautelosas com seus orçamentos, mas continuam priorizando reuniões presenciais e eventos.
Neste caso, entre os principais riscos apontados pelo estudo estão a inflação persistente, o aumento dos preços de energia, conflitos geopolíticos, queda na confiança do consumidor e barreiras enfrentadas por visitantes internacionais, como longos tempos de espera para emissão de vistos e percepções negativas sobre os Estados Unidos em alguns mercados emissores.