Pedro Menezes   |   05/05/2026 13:43

Phocuswright Conference 2026 debaterá a transformação estrutural do Turismo; veja datas

Indústria entra em nova fase de pressão e necessidade de adaptação, segundo a conferência internacional

Reprodução
Com o tema centrado em “pressões, poder e pivôs”, o evento propõe um debate sobre como empresas do setor estão sendo forçadas a rever estratégias
Com o tema centrado em “pressões, poder e pivôs”, o evento propõe um debate sobre como empresas do setor estão sendo forçadas a rever estratégias

A indústria global de viagens enfrenta um grande momento de transformação estrutural, marcado por avanços tecnológicos, mudanças no comportamento do consumidor e crescente pressão regulatória. Esses são temas e desafios que os convidados encontrarão na próxima edição da Phocuswright Conference 2026, que acontece entre 17 e 19 de novembro, em Fort Lauderdale (EUA).

Com o tema centrado em “pressões, poder e pivôs”, o evento propõe um debate sobre como empresas do setor, de companhias aéreas a plataformas digitais, estão sendo forçadas a rever estratégias para se manter competitivas em um mercado cada vez mais dinâmico.

Desafios do setor

  • Entre os principais desafios está o avanço da inteligência artificial e da automação em ritmo acelerado, mas com implementação ainda desigual. Empresas tradicionais lidam com a necessidade de inovar sobre estruturas tecnológicas antigas, enquanto startups mais ágeis ganham espaço com soluções nativas em IA.
  • A pressão sobre margens também se intensifica. O custo de aquisição de clientes segue elevado, ao mesmo tempo em que empresas buscam equilibrar vendas diretas e dependência de plataformas de distribuição.
  • Além disso, o comportamento do viajante mudou. Consumidores demandam experiências cada vez mais personalizadas, respostas imediatas e jornadas fluidas, exigências que ampliam a complexidade operacional e tecnológica das empresas.
  • No campo institucional, cresce as investigações e análises dos governos e reguladores sobre grandes plataformas, acesso a dados e práticas concorrenciais. Ao mesmo tempo, relações entre parceiros do ecossistema de viagens passam por renegociações constantes.
  • A conferência também destaca uma mudança no eixo de poder. O controle sobre a demanda, ou seja, sobre como o viajante descobre e escolhe suas opções, tornou-se um ativo estratégico central. Isto porque, com a fragmentação da busca entre diferentes canais, incluindo plataformas digitais e interfaces baseadas em inteligência artificial, novas camadas de intermediação surgem. Agentes de IA, superapps e grandes empresas de tecnologia despontam como potenciais “gatekeepers” da jornada de compra.

Setor resiliente, mas diante de novos desafios

Apesar das incertezas geopolíticas e econômicas, como conflitos regionais e tensões comerciais, o Turismo segue demonstrando resiliência, com crescimento historicamente superior ao do PIB global. Ainda assim, de acordo com a PhocusWright, a necessidade de adaptação é clara.

Modelos de precificação mais flexíveis e revisão de práticas tradicionais devem ganhar espaço nos próximos anos, bem como a necessidade de respostas rápidas e estratégicas.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.