Pedro Menezes   |   10/06/2026 09:29
Atualizada em 10/06/2026 09:36

EES: longas filas colocam em risco 41 milhões de viagens à Europa, alerta WTTC

Lenta implementação do sistema de fronteiras também pode reduzir gastos de visitantes em US$ 45,4 bilhões

Divulgação
Bilhões em receitas provenientes desses visitantes podem estar em risco caso os atrasos se tornem recorrentes
Bilhões em receitas provenientes desses visitantes podem estar em risco caso os atrasos se tornem recorrentes

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) alerta: longas filas de espera nas fronteiras durante a implementação do novo Sistema de Entrada e Saída (EES) da Europa podem comprometer até 41 milhões de chegadas de visitantes ao continente europeu e colocar em risco cerca de US$ 45,4 bilhões em gastos turísticos provenientes de quatro dos principais mercados emissores do continente.

O levantamento, realizado com mais de 2,5 mil viajantes do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Austrália, mostra que, caso os turistas enfrentem regularmente filas de três a quatro horas para entrar no Espaço Schengen, cerca de um terço deles pode até mesmo desistir da viagem à região.

Com base nas projeções para 2026, o WTTC estima que 41 milhões de chegadas e US$ 45,4 bilhões em receitas provenientes desses visitantes podem estar em risco caso os atrasos se tornem recorrentes.

Para Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC, a implantação do EES representa um avanço importante para a modernização das fronteiras europeias e o fortalecimento da segurança. "Nossa pesquisa mostra claramente que os viajantes apoiam sistemas digitais e biométricos de controle de fronteiras e compreendem os benefícios de longo prazo que eles podem oferecer", disse ela.

Gloria ressalta, porém, que problemas iniciais são esperados em qualquer grande transformação e que o desafio está em garantir uma implementação eficiente. Com isso, para garantir uma implementação bem-sucedida, o WTTC recomenda três medidas prioritárias:

  • acelerar a adoção de ferramentas digitais de pré-cadastro pelos países-membros;
  • promover uma campanha coordenada de comunicação nos principais mercados emissores — especialmente Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Austrália — com orientações claras para passageiros e profissionais do setor;
  • e assegurar plena preparação operacional nos pontos de fronteira, com equipamentos funcionando adequadamente, equipes suficientes e processos mais ágeis para viajantes que já forneceram dados biométricos em procedimentos anteriores.

A pesquisa do WTTC conclui ainda que a maioria dos viajantes deseja que o EES seja implementado com sucesso e prefere melhorias operacionais para reduzir eventuais transtornos, em vez do abandono do sistema. Ao todo, 87% dos entrevistados afirmaram aceitar algum nível de inconveniência inicial caso isso resulte em viagens mais rápidas e eficientes no futuro.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.