Turistas são maioria entre quase 1,5 mil desaparecidos no Nepal e Tibete
Apenas no Nepal, 826 pessoas estão desaparecidas, segundo autoridades locais, sendo quase 600 estrangeiros

Uma enchente repentina provocada pelo colapso de gelo e rochas na região do Himalaia deixou ao menos 356 mortos e quase 1,4 mil desaparecidos entre Nepal e Tibete, nessa quarta-feira (26). A maior parte das pessoas ainda não localizadas é de turistas estrangeiros, muitos deles em viagens de trekking ou peregrinação.
No Nepal, 826 pessoas estão desaparecidas, segundo autoridades locais, sendo quase 600 estrangeiros. Entre os turistas não localizados estão 177 indianos, 63 americanos, 34 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. No lado tibetano, outras 558 pessoas são dadas como desaparecidas, sendo pelo menos 260 estrangeiros.
A região atingida é um importante destino de Turismo de aventura e peregrinação. Entre os visitantes afetados estão viajantes que se dirigiam ao Monte Kailash e ao lago Mansarovar, locais sagrados para hindus e budistas e que recebem turistas internacionais, além de grupos que percorrem trilhas nas montanhas do Himalaia.
As operações de resgate enfrentam dificuldades devido à destruição da infraestrutura local. A enchente acabou danificando dezenas de pontes e cerca de 40 quilômetros de estradas, além de atingir casas, veículos e instalações de energia. Helicópteros do Nepal já resgataram mais de 100 pessoas de áreas afetadas.
As buscas seguem nesta quinta-feira (27), com equipes nepalesas e chinesas atuando dos dois lados da fronteira. A expectativa é localizar sobreviventes e identificar os desaparecidos, enquanto o número de vítimas pode aumentar à medida que as equipes conseguem acessar áreas que permanecem isoladas.
Com informações do The Guardian.