Brasil aumenta demanda por Nova York durante período da maratona
Reservas aéreas brasileiras para a cidade crescem 15%; São Paulo avança 34%

O Brasil está entre os mercados que mais ampliaram a demanda por viagens a Nova York durante o período da maratona da cidade, segundo dados da Amadeus Travel Intelligence. As reservas aéreas brasileiras para o destino cresceram 15% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto São Paulo apresentou alta de 34% entre os mercados de origem analisados.
A maratona de Nova York, marcada para novembro, integra um movimento mais amplo de crescimento das viagens relacionadas às grandes corridas internacionais. Em Chicago, onde a prova ocorre em outubro, as reservas de voos domésticos devem crescer 13% neste ano. Para Nova York, a alta prevista chega a 45%.
Os dados da Amadeus também mostram que a demanda internacional avança nas duas cidades, com a Índia entre os mercados que mais crescem. Para Nova York, as reservas aéreas de viajantes indianos aumentaram 12%. Em Chicago, as chegadas da Índia cresceram 14% e já representam 3,8% das chegadas internacionais durante o período da corrida.
Brasil entre os mercados que mais crescem
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o Brasil aparece empatado com a Suécia entre os mercados emissores com maior crescimento nas reservas aéreas para Nova York.
Crescimento das reservas aéreas para Nova York:
- Brasil: +15%
- Suécia: +15%
- Índia: +12%
- Colômbia: +11%
- Itália: +10%
Entre as cidades de origem, São Paulo registra crescimento de 34% na demanda para Nova York. Roma apresenta alta de 48% e Milão, de 12%.
Os dados consideram visitantes aéreos internacionais com chegada a Nova York entre 26 e 31 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, com informações coletadas em 18 de setembro.
Hotelaria sente efeito das maratonas
O aumento da demanda também aparece nas reservas hoteleiras. Em Nova York, a ocupação já reservada para o período da maratona está em 58,1%, 0,7% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. A diária média, por outro lado, subiu 12,4%, chegando a US$ 369.
Em Chicago, a ocupação para o fim de semana da corrida está em 85,9%, com diária média de US$ 364. A ocupação reservada está 1,8% acima do ano anterior, enquanto a diária média cresceu 10,2%.
Viagens domésticas puxam crescimento
Embora a demanda internacional tenha avançado, o mercado doméstico americano é o principal vetor de crescimento para as duas provas. As cidades do Texas lideram o aumento das chegadas: +24% para Chicago e +86% para Nova York.
Houston registra crescimento de 32% nas chegadas a Chicago e de 121% a Nova York. Dallas apresenta altas de 18% e 89%, respectivamente.
As viagens também são, em sua maioria, curtas. Estadias de uma a cinco noites representam 88% das viagens aéreas domésticas para Chicago e 87,4% para Nova York. Entre os viajantes internacionais, o percentual cai para 48,6% e 52,2%, respectivamente.
Grupos de seis ou mais
Outro movimento identificado pela Amadeus é o crescimento das viagens domésticas em grupos. As reservas para grupos de seis pessoas ou mais aumentaram 106% em Chicago e 241% em Nova York.
Para Jill Boegel, vice-presidente sênior Comercial para as Américas da divisão Hospitality da Amadeus, o crescimento de viagens associadas ao bem-estar e à atividade física transforma eventos esportivos em geradores específicos de demanda turística.
"Eventos como maratonas criam janelas de demanda curtas e específicas, tornando os insights orientados por dados cada vez mais importantes para que hotéis e destinos identifiquem públicos, direcionem a demanda de forma eficaz e otimizem suas operações", afirma.
As maratonas de Chicago e Nova York, portanto, concentram em poucos dias uma combinação de demanda doméstica e internacional, com mercados como Brasil e Índia ampliando sua participação e grupos apresentando crescimento nas duas cidades.