ECONOMIA E POLÍTICA

Vendas da CVC Corp crescem 27,4%; Avianca causa perdas de R$ 82 mi

As reservas confirmadas no Brasil das empresas da CVC Corp totalizaram R$ 3,94 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 27,4% em relação ao 2T18. O crescimento Pro Forma das reservas confirmadas da CVC Corp no 2T19, incluindo as operações na Argentina, foi de 7,9%. No semestre, o crescimento Pro Forma da CVC Corp (que inclui empresas que não eram do grupo no ano passado) foi de 8,2%, e as vendas chegaram a R$ 7,5 bilhões.

A receita líquida das operações no Brasil foi de R$ 360,8 milhões no 2T19, aumento de 14% sobre 2018. No semestre, o crescimento Pro Forma da CVC Corp foi de 7,9%.

A CVC Corp continuou sofrendo com a saída da Avianca Brasil do mercado. “No 2T19 reconhecemos uma despesa decorrente dos cancelamentos de voos no valor de R$ 81,8 milhões (em adição aos R$ 10,2 milhões já reportados no 1T19), referente a reembolsos, reacomodações e outras despesas operacionais incorridas e estimativa de impactos futuros”.

O lucro líquido ajustado no Brasil foi de R$ 41,1 milhões no 2T19, aumento de 16,9% em relação ao 2T18 (Pro Forma: +5,2%). Incluindo as operações da Argentina, o crescimento Pro Forma foi de 3,6%. No semestre, o crescimento Pro Forma da CVC Corp foi de 14,6%.

A CVC Corp registrou geração de caixa operacional de R$ 363 milhões no 2T19, resultado R$ 228 milhões melhor do que o apresentando no 2T18, com melhoria de sete dias de capital de giro (ou dois dias Pro Forma). No primeiro semestre de 2019, a companhia gerou R$ 209 milhões, montante R$ 368 milhões melhor do que o primeiro semestre de 2018

O retorno sobre o capital investido (ROIC) nas operações do Brasil atingiu 23%, com melhoria de três pontos frente ao índice apresentado no 1T19.


Divulgação
Luiz Fernando Fogaça, diretor presidente da CVC Corp
Luiz Fernando Fogaça, diretor presidente da CVC Corp

COMENTÁRIOS DA ADMINISTRAÇÃO

Acompanham o balanço do segundo trimestre e do primeiro semestre de 2019 comentários da Administração da CVC Corp, agora presidida por Luiz Fernando Fogaça, com Leopoldo Saboya como CFO.

AVIANCA BRASIL: “A estratégia da CVC Corp de atuar nos principais segmentos do setor de viagens, tendo diversificado as fontes de receita (lazer, viagens de negócios e cursos no exterior) tem ajudado a mitigar a volatilidade de nossos resultados, dado que os negócios são complementares e impactados de forma distinta pelo ambiente macroeconômico. Conforme informado no release do 1T19, tivemos a saída repentina e abrupta da Avianca do mercado, um importante player no segmento doméstico. Nos primeiros 15 dias de cancelamentos de voos, na segunda quinzena de abril, administramos os embarques de nossos passageiros diretamente nos aeroportos, com êxito em mais de 95% dos casos, praticamente sem custo para a CVC. A partir de maio, quando a empresa reduziu sua frota para apenas seis aeronaves e o leilão foi suspenso, passamos a encaminhar e atender nossos clientes diretamente em nossas lojas. Dessa forma passamos a assumir os custos com reembolso ou reacomodação em outras companhias aéreas. Contamos, mais uma vez, com a ajuda de nossos parceiros comerciais (Azul, Gol e Latam) nesse processo, com tarifas especiais para clientes que já tinham comprado os bilhetes. Ao final, dos cerca de R$ 100 milhões de embarques futuros, que tínhamos divulgado no início de maio, estimamos um impacto de cerca de R$ 82 milhões (já incorridos até a data e projetando custos futuros), que somados aos custos já reconhecidos no 1T19, totalizariam R$ 92 milhões.”

NPS E OFERTA: “A estabilidade do Net Promoter Score (NPS) em 84, índice similar ao período anterior à crise, nos dá o conforto que atingimos nosso objetivo. Temos ainda outros impactos decorrentes da saída da Avianca do mercado: redução da oferta de 9% em junho, menor oferta dos últimos cinco anos. Para alguns destinos no Nordeste a queda da oferta foi de cerca de 20%, o que ocasionou um forte desequilíbrio de curto prazo; vale ressaltar que pela primeira vez na história da indústria aérea no Brasil, uma companhia aérea com cerca de 14% de mercado deixou de operar em menos de um mês; as companhias aéreas apresentaram índices recordes de ocupação (85% em junho), o que ocasionou aumentos de preços expressivos (de até 60%), impactando diretamente o viajante de lazer, bastante sensível a preço.”

CORPORATIVO: “Por outro lado, o segmento corporativo se beneficiou do aumento das tarifas, e a CVC Corp, através de suas marcas RexturAdvance e Esferatur, capturou esse crescimento, de tal forma que o grupo cresceu reservas em 11% no segundo trimestre no Brasil.”

AVIAÇÃO NOS PRÓXIMOS MESES: “Existe sinalização das companhias aéreas domésticas de aumento da oferta em cerca de 30 aeronaves, a ser concluída nos próximos 90 dias, aumentando a oferta principalmente a partir do 4T19, o que deverá levar a uma estabilização do mercado. As estimativas de mercado, após a entrada em operação das aeronaves adicionais é de que a oferta do 4T19 seja cerca de 7% superior ao 4T18, enquanto que no 1T20 a oferta deve ser cerca de 10% superior ao 1T19.”

PESQUISA: “Fizemos uma pesquisa com 2.790 consumidores de todas as regiões do País, sendo que os resultados reafirmam a liderança da CVC em todas as classes sociais e em todas as faixas etárias. Mesmo em um ambiente desafiador a empresa fechou o primeiro semestre com crescimento das reservas e dos resultados financeiros (excluindo efeito extraordinário) de duplo dígito na CVC Corp no Brasil, com melhoria expressiva na geração de caixa.”

CRISE NA ARGENTINA: “Em relação à Argentina, que também vive um ambiente econômico bastante desafiador, já observamos uma estabilização das vendas onde em julho já tivemos praticamente o mesmo valor em dólares que o de 2018 no mesmo período, em linha com o orçamento aprovado para o ano.

Maior concorrente da CVC Corp na América Latina, a Decolar também divulgou seu balanço hoje.
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