Crescimento econômico mundial cairá devido ao coronavírus

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Robert Scoble/Flickr
O Brasil é um dos países com maior risco de desabastecimento caso o fechamento das das indústrias chinesas se estenda
O Brasil é um dos países com maior risco de desabastecimento caso o fechamento das das indústrias chinesas se estenda
De acordo com um relatório da Oxford Economics, o crescimento econômico mundial cairá de 2,5% para 2,3% em 2020 devido ao surto de coronavírus - abaixo do índice registrado em 2019 (2,6%). Embora o impacto do vírus em curto prazo seja incerto, sua rápida disseminação vai enfraquecer o PIB da China em 0,6 ponto percentual (em relação a janeiro), alcançando 5,4% em 2020.

Além das taxas de importações chinesas sofrerem um aumento em todo o mundo, o possível prolongamento do fechamento das indústrias do país asiático vai impactar as exportações e as cadeias de suprimentos globais. Segundo o levantamento, o Brasil é um dos países com maior risco de desabastecimento caso essa situação se estenda, já que 20% do total de bens intermediários são importados da China. Além disso, mesmo que a produção industrial volte a funcionar, a demora da retomada dos setores de transporte e logística pode causar um grande atraso no atendimento da demanda global.

A Hyundai Motor e a Ssangyong Motor suspenderam a produção de automóveis na Coreia do Sul devido à escassez de um componente de origem chinesa, enquanto a Fiat-Chrysler anunciou uma possível interrupção na Europa. Há possibilidade de suspensão também nas produções da Índia, do Japão e da Coreia do Sul, por serem países que dependem essencialmente de fornecedores chineses, especialmente nos setores têxtil, de automóveis e de produtos eletrônicos. A participação das importações de bens intermediários da China é superior a 20% em todas as outras economias asiáticas.

IMPACTOS NO TURISMO
O coronavírus também tem causado um grande impacto no setor turístico, principalmente na China - um dos maiores emissores de turistas do mundo. Em 2019, foram mais de 73 milhões de voos partindo do país, respondendo por 6,9% de todas as partidas mundiais, atrás apenas da Alemanha e Estados Unidos.

Neste ano, as partidas do país asiático sofreram uma queda de 7% em relação à previsão anterior à crise, o que significa sete milhões de viajantes a menos e uma perda de US$ 22 bilhões em gastos de viajantes chineses. Em um cenário de agravamento da epidemia, estima-se que serão perdidos cerca de 25 milhões de viagens e US$ 73 bilhões em gastos em todo o mundo. Os mercados mais afetados são Hong Kong e Macau, na China; Tailândia, Camboja e Filipinas.
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