Braztoa e MTur tranquilizam o mercado sobre covid-19

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Marluce Balbino
William França, do MTur, e Roberto Nedelciu, da Braztoa
William França, do MTur, e Roberto Nedelciu, da Braztoa
Achou que 2019 foi um ano difícil para o Turismo? Achou errado... "O ano de 2020 começava promissor, com um janeiro muito bom, mas nos últimos dez dias o cenário mudou completamente, e isso sim é um ano difícil". Visto que o dólar alto já vinha sendo uma realidade há meses, é claro que o presidente da Braztoa, Roberto Nedelciu, se refere ao coronavírus. O tema dominou a abertura deste Encontro Comercial Braztoa 2020, que traz mais de dois mil agentes de viagens ao Rio de Janeiro. E a mensagem de Nedelciu e do MTur ao mercado é clara nesse sentido: "não percam o foco, não caiam no sensacionalismo".

"O coronavírus é como uma gripe, e as gripes passam. É algo passageiro. O vírus desestabilizou toda economia global, países fechando fronteira, pânico tomando conta do mundo todo. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial do Turismo aponta redução do crescimento de 3% a 4%, de US$ 30 bilhões a US$ 50 bilhões a menos que no ano passado. Resta a nós trabalhar com foco, comunicação direta e assertiva com nossos parceiros comerciais e cliente. Não vamos cair nesse pânico. Manter a calma agora é extremamente importante", afirma Nedelciu. "Da parte da Braztoa, vamos deixar o mercado informado e buscar as soluções."

Segundo a presidente do Rio CVB, Sonia Chami, o destino iniciou 2020 com crescimento de 11% no número de turistas na comparação com o ano anterior e a alta esperada era ainda maior, "mas o inesperado aconteceu e vamos encarar mais um ano desafiador, unindo esforços para que o Rio de Janeiro seja o menos afetado possível com o coronavírus".

Marluce Balbino
Sonia Chami, do Rio CVB
Sonia Chami, do Rio CVB
O secretário do Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, William França, garante que o MTur acompanha de perto a situação, ao lado do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. "Nossa luta é para que o Brasil continue sendo o que é, uma exceção. Não há indício de que o coronavírus venha causar danos no nosso receptivo. Estamos estudando, estamos esclarecendo, mas não há motivo para pânico. O País está bem, continua lindo e com um potencial enorme para viagens. Estamos na ação de contar isso para as operadoras do Exterior, tranquilizando e deixando o terreno pronto para termos alta no número de estrangeiros em 2020", afirmou França.

"Já passamos por surto piores. O coronavírus mata menos do que a H1N1, menos do que a dengue. Não vamos entrar na onda de que o coronavírus vai parar o País. Não há orientação para que se cancele evento e viagens", completou o secretário, que ainda comparou a situação com as manchas de óleo que surgiram no litoral nordestino em 2019. "Aquela foi mais uma onda midiática e o Nordeste mostrou que superou a situação."

CONSUMIDOR.GOV.BR

Em relação a cancelamento dos viajantes devido ao covid-19, França sugeriu que os agentes e operadores encorajem seus clientes a utilizarem a plataforma consumidor.gov.br. "Instruam seus clientes a entrar lá para tratar desses assuntos. Trata-se de uma câmara de conciliação virtual. Há uma série de questões que são feitas por intermédio dessa plataforma."
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