BNDES precisa liberar mais recursos, diz FecomercioSP

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Após relatos recorrentes de empresários sobre as dificuldades em manter os negócios de portas abertas mesmo com a flexibilização, a FecomercioSP, a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) se uniram para um diálogo com o BNDES.

Na prática, as três entidades garantiram que têm enviado ofícios descrevendo que os recursos liberados pelo BNDES ainda não chegaram aos empreendedores, sobretudo aos pequenos e médios, os que mais têm sofrido as consequências da crise.

Por sua vez, também segundo as associações, a instituição garante que tem feito concessões de crédito, por meio das MPs 975 e 977, com liberação de R$ 5 bilhões para pequenas e médias empresas que tiveram receita de R$ 360 mil a R$ 300 milhões em 2019, o que veio ao encontro dos pleitos da Federação no sentido de o Tesouro Nacional entrar com o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Contudo, a FecomercioSP constata que os valores disponibilizados ainda não são suficientes diante das perdas causadas pela pandemia. Em 100 dias de quarentena no Estado de São Paulo, a FecomercioSP estima um prejuízo de R$ 43,7 bilhões ao comércio varejista.

Quanto ao fechamento do ano, a federação prevê queda de 7,1% no faturamento do varejo na comparação com 2019 – baixa de R$ 53,7 bilhões. E mesmo com a autorização de reabertura em algumas regiões do Estado, a retomada econômica tende a ser gradual e lenta. Por isso, novas solicitações ao BNDES foram feitas, a fim de que quantia seja ampliada.

"A FecomercioSP avalia que é importante que os recursos cheguem às empresas rapidamente, tanto para que consigam manter os funcionários quanto para evitar um fechamento ainda maior dos negócios durante (e após) a crise. A estimativa da Federação é de que 44 mil pequenas empresas encerrem as atividades em 2020", informou a entidade.
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