ARTIGO – Turismo e a vacina: vitória do trabalho sério

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Secretaria Turismo SP
Prefeitos de Santa Catarina com o governador João Doria e o secretário Vinicius Lummertz (centro), no encontro em 10 de dezembro
Prefeitos de Santa Catarina com o governador João Doria e o secretário Vinicius Lummertz (centro), no encontro em 10 de dezembro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou neste domingo, por unanimidade, o uso emergencial das vacinas da Oxford/Astra Zeneca, e do Instituto Butantã/Sinovac, sendo que a Coronavac é a única disponível no País para aplicação imediata. O Ministério da Saúde já pediu seis milhões de doses ao Butantã, para o Plano Nacional de Vacinação, e o governo de São Paulo iniciou hoje mesmo a vacinação no Estado. A primeira pessoa a tomar a Coronavac foi a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, que trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emilio Ribas.

O início da vacinação significa o vislumbre da retomada da economia, das viagens, do Turismo e de vários setores paralisados por conta da pandemia, como o entretenimento, os eventos, a alimentação fora do lar. Os dois milhões de doses da vacina da Oxford/Astra Zeneca, que serão importadas da Índia, ainda serão buscadas por uma aeronave da Azul, em parceria com o governo federal.

O secretário estadual de Turismo de São Paulo, Vinicius Lummertz, escreveu para o Portal PANROTAS, artigo em que fala da importância de um plano de criação da vacina e de vacinação sério e ágil. “Milagres, conceitualmente, são efeitos sem causa. Neste caso, o milagre paulista tem nome e sobrenome: trabalho com responsabilidade”, escreveu ele.

“Ainda precisaremos usar máscaras, manter o isolamento social e o distanciamento. Mas temos ao menos uma notícia boa, 11 meses depois do início da pandemia. A CoronaVac, assim como as demais vacinas, significa segurança, em breve, para o retorno das atividades de viagens e Turismo, tão penalizadas pela covid-19.”

Leia abaixo o artigo na íntegra

Turismo e a vacina: vitória do trabalho sério

Por Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo, ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Embratur

Em 10 de dezembro, liderando uma comitiva de prefeitos de Santa Catarina, reunidos pela Federação Catarinense de Municípios – Fecam – estive no Instituto Butantan, no primeiro ato público de adesão CoronoVac, a vacina do Brasil. Depois disso, felizmente, diversas outras iniciativas foram empreendidas.

Hoje, domingo, há pouco, com a aprovação da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – a emoção que sentimos foi enorme. Porém, não pensem que foi surpresa ou algo assim. Milagres, conceitualmente, são efeitos sem causa. Neste caso, o milagre paulista tem nome e sobrenome: trabalho com responsabilidade.

Há meses, sob liderança do governador João Doria – não devemos esquecer nunca, homem do Turismo — teve início o trabalho heroico de produção de uma vacina para um vírus até então desconhecido — e as novas cepas surgindo pelo mundo confirmam isso. O que seria feito em anos precisou ser contado em meses.

Paralelo a isso, por meio do Plano São Paulo, o Estado veio tomando medidas amargas e necessárias de contenção da evolução da pandemia. No trade de Turismo e, particularmente, na aviação comercial, há uma frase que poderia ser usada ao exemplificar a importância de tantas frentes de trabalho simultâneas: um avião nunca cai por apenas um motivo.

É isso. Ao evitar a proliferação do vírus no Estado e pelo Brasil, por um lado, ao abrir linhas de crédito, por outro, e ao trabalhar incansavelmente na produção da vacina, São Paulo fez e gestão do desconhecido com precisão e responsabilidade, evitando que o avião do País caísse de vez, em que pesem os inúmeros maus exemplos do Governo Federal. E, diga-se, atribuir esse comportamento errante simplesmente à ignorância é poupar os responsáveis. A história ainda fará este julgamento.

A aprovação da CoronaVac, com uma quantidade inicial já em solo brasileiro para os profissionais de linha de frente, e a produção já acelerada no Instituto Butantan, historicamente a fonte da maioria das vacinas do País, mostram finalmente um horizonte positivo para a volta da normalidade. Ainda precisaremos usar máscaras, manter o isolamento social e o distanciamento. Mas temos ao menos uma notícia boa, 11 meses depois do início da pandemia.

A CoronaVac, assim como as demais, significa segurança, em breve, para o retorno das atividades de viagens e Turismo, tão penalizadas pela covid-19. Aqui faço um apelo às empresas do setor: vamos manter a união e a busca de soluções onde, no início, muitos só enxergavam o problema. Ainda não temos ou teremos todas as respostas para o reinício, mas isso não pode ser visto como falha, mas sim como a busca pelo momento adequado e seguro.

A vitória do trabalho do Instituto Butantan mostra que o Brasil não está quebrado, que o povo brasileiro tem valor, que persistência e o afinco da ciência venceram a preguiça da ignorância maldosa – nutrida não pelo desconhecimento, mas pelo interesse irresponsável.

Enquanto alguns torciam pelo pior, o Governo do Estado de São Paulo trabalhou pelo melhor. Parabéns e muito obrigado a todos os técnicos do Instituto Butantan e da Fiocruz.”

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