Fechar comércio não é solução para reduzir contágio, diz CNC

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acredita ser possível manter o funcionamento do comércio formal, desde que sejam cumpridos todos os protocolos sanitários. Ontem (3), o Governo de São Paulo anunciou o rebaixamento de todo o Estado para a fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP. No Rio, bares e restaurantes estarão proibidos de funcionar depois das 17h.

Como representante de um dos setores que mais geram empregos no País, a entidade entende que a maioria dos estabelecimentos comerciais e de serviços tem cumprido os protocolos de prevenção à covid-19. “Por isso, fechar o comércio, como tem sido feito em cidades e estados brasileiros, ou mesmo reduzir o horário de funcionamento – gerando horários de pico – não são soluções para reduzir o crescente contágio”, informou.

Além disso, a CNC afirmou que o número crescente de vítimas mantém a crise em cenário agravado, mas acredita que a preservação da atividade econômica e os cuidados com a vida e com a saúde podem acontecer simultaneamente.

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Diante desse cenário, a entidade pede às autoridades que foquem os recursos e a energia na fiscalização de aglomerações indevidas, como no caso de festas clandestinas, e aos governos que entendam a necessidade de mitigar também os danos sociais e econômicos, permitindo o funcionamento responsável de um setor que é a base da economia e que não pode parar.

“A vacinação nos enche de esperança, mas, até que todos nós estejamos imunizados, precisamos garantir a vida das pessoas e também a sobrevivência dos negócios, que geram emprego e renda. Os comércios precisam funcionar com consciência e responsabilidade, respeitando sempre os protocolos de prevenção”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

IMPACTO ATÉ O MOMENTO
Levantamento recente da CNC reforça ainda mais o impacto da pandemia no setor. Segundo a CNC, mais de 75 mil lojas fecharam as portas no Brasil, em 2020. A retração é a maior desde 2016, quando o comércio ainda sofria os efeitos da maior recessão da história recente do País.

Além disso, no ano passado, o varejo brasileiro ainda sofreu com a queda das vendas (-1,5%) e do nível de ocupação (-25,7 mil vagas formais).

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