Não vacinados farão quarentena de 5 dias ao entrar no Brasil

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COM AGÊNCIA BRASIL

PANROTAS / Emerson Souza
Aeroporto de Guarulhos, Terminal 3
Aeroporto de Guarulhos, Terminal 3
O governo federal anunciou nesta terça-feira (7) que vai exigir quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a covid-19 que desembarcarem no Brasil. Em cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, detalhou que, após o período de quarentena definido, os viajantes deverão realizar um teste do tipo RT-PCR com resultado negativo. Os detalhes do processo não foram especificados. Por exemplo, como as autoridades comprovarão a vacinação e como será o isolamento para cumprir a quarentena. Os testes para entrada no Brasil continuarão a ser exigidos e devem ser feito até 72 horas antes do embarque (são aceitos testes PCR e antígeno).

Segundo o ministro, cerca de 80% da população brasileira acima de 14 anos já está imunizadas com as duas doses da vacina. O número representa mais de 175 milhões de habitantes. Ele destacou ainda que o País conseguiu “reduzir fortemente” o número de casos e óbitos provocados pela covid-19 – nos últimos seis meses, a queda foi de cerca de 90%.

Sobre a possibilidade de exigência de um certificado de vacinação para viajantes que queiram entrar no País, recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Queiroga avaliou que o enfrentamento à pandemia não diz respeito apenas “a um chamado passaporte que mais discórdia do que consenso cria”.

“Ultimamente, o mundo ficou muito preocupado com uma nova variante do vírus. Essas variantes podem acontecer em qualquer lugar do mundo. Os países que identificam essas variantes não podem ser punidos com restrição aos seus cidadãos.”

“É necessário defender as liberdades individuais, respeitar os direitos dos brasileiros a acessarem livremente as políticas públicas de saúde”, disse. “Essa temática envolve as relações exteriores do Brasil e o Brasil é um país muito reconhecido exatamente por utilizar o princípio da reciprocidade”, completou.


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