'Turismo precisa de um passaporte de saúde unificado', clama WTTC

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Divulgação/WTTC Global Summit
Julia Simpson, presidente do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC)
Julia Simpson, presidente do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC)
MANILA (FILIPINAS) - Um certificado de saúde digital único para todos os países do mundo. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) está sendo incisivo ao deixar essa que é uma de suas principais mensagens em seu Global Summit 2022, que acontece em Manila, nas Filipinas.

"Se queremos sobreviver a outras pandemias, devemos integrar completamente o estado de saúde dos viajantes em seus documentos de viagens digitais. A União Europeia, com seu passaporte de saúde unificado adotado por 62 países, deveria servir de exemplo. Encontremos um sistema único para todo o mundo", clamou a presidente do WTTC, Julia Simpson.

O alerta já havia sido feito logo nos primeiros meses de pandemia pela então presidente do órgão, Gloria Guevara. Uma das ocasiões foi em entrevista exclusiva ao Portal PANROTAS, em que a mexicana precavia para a insegurança gerada no turista quando diferentes protocolos são adotados por cada país. Como exemplo, ela mencionou outras crises, como o 11 de setembro.

"No setor de viagens, a tecnologia digital superou alguns dos sistemas analógicos arcaicos e manuais e deixou a experiência muito mais fluída para todos. Porém, o problema é que as soluções digitais contra a covid-19 não foram coordenadas ao passo em que as nações inventaram suas próprias regras para enfrentar o coronavírus", continuou Julia Simpson.

Divulgação/WTTC Global Summit
Julia Simpson durante WTTC Global Summit 2022
Julia Simpson durante WTTC Global Summit 2022
Tal mosaico de sistemas resultam em um golpe na confiança dos consumidores de viagens, como custosos testes e protocolos variáveis de um destino para o outro.

O WTTC avalia que há quatro sistemas ideais já existentes identificados globalmente, incluindo o da União Europeia: Austrália, Estados Unidos e Índia criaram passes de saúde que poderiam ser adotados pelo mundo todo. "Claro que pode ser difícil que um país adote o sistema alheio, uma vez criado o seu próprio passaporte digital de saúde, mas uma solução pode ser a criação de uma plataforma que unifique e reconheça todos. Estamos fazendo uma campanha para isso", concluiu Julia Simpson.

VACINAÇÃO AINDA É A MELHOR SAÍDA

Da mesma maneira que um "visto de saúde global" deveria ser criado, o WTTC recomenda que todos os países adotem um sistema global de vacinação. "Nossa argumentação é para que as vacinas aceitas pela Organização Mundial da Saúde sejam completamente aceitas pelos países. Na maioria dos destinos isso já está acontecendo. Hoje, francamente, está mais raro achar países com restrições de vacina", ponderou Julia Simpson.

A presidente do WTTC acrescentou que a posição do órgão em relação à imunização é de encorajamento. "A melhor maneira de preservar a segurança é a vacina. Viajantes completamente vacinados podem embarcar com segurança e o país pode recebê-lo com segurança. Pela primeira vez na vida eu desembarco nas Filipinas e posso dizer com honestidade que me sinto muito tranquila e feliz por estar sob esse sol e por sair das minhas próprias fronteiras. Não vejo nenhum problema. Nossa recomendação é que o viajante não tema mais, ainda que tenha ficado em casa por dois anos. Hotéis, aeroportos e companhias aéreas estão sendo superlativos em seus protocolos de saúde", concluiu a britânica.

A PANROTAS é media partner do WTTC e viaja com seguro GTA, incluindo proteção contra covid-19.
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