Mesmo com setor de serviços em alta, Turismo fica "no vermelho"

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Briana Tozour/Unsplash
Expectativa da CNC é que o setor de viagens restabeleça o nível de receitas anterior à crise sanitária no terceiro trimestre deste ano
Expectativa da CNC é que o setor de viagens restabeleça o nível de receitas anterior à crise sanitária no terceiro trimestre deste ano
Apesar de ter sido o último setor a reagir às consequências econômicas adversas desencadeadas pela pandemia de covid-19, as atividades de serviços apresentaram a maior capacidade de recuperação, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O setor como um todo teve crescimento de 1,7% na comparação com o mês anterior, segundo apurou a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas, apesar disso, o Turismo ainda enfrenta um quadro adverso que vem se revertendo apenas de forma gradual.

A expectativa da CNC é que o setor de viagens restabeleça o nível de receitas anterior à crise sanitária no terceiro trimestre deste ano. Contudo, apesar da tendência de redução das perdas ao longo dos últimos meses, as atividades turísticas seguem operando “no vermelho” em relação ao início da crise sanitária.

Segundo levantamento da entidade, com base nos dados do IBGE, o Turismo brasileiro já acumula um prejuízo de R$ 508,8 bilhões desde o início da pandemia. Em março, a diferença entre a geração efetiva de receitas e o seu potencial mensal registrou perda de R$ 9 bilhões.

Diante desse cenário, a CNC revisou de +0,9% para +1,6% a projeção de crescimento do setor de serviços em 2022. De forma semelhante, o Turismo, prejudicado pela conjuntura econômica menos favorável, tende a crescer menos também neste ano (+2,4%) do que em 2021 (+22,1%).

O economista da entidade responsável pela análise, Fabio Bentes, avalia que, considerando as previsões de baixo crescimento econômico, a expectativa é que as atividades terciárias não apresentem taxas próximas às do ano passado. "A tendência, portanto, é que o setor ainda apresente taxas expressivas no comparativo interanual nos próximos meses, em virtude da baixa base comparativa do início de 2021 e do efeito retardado sobre os preços de serviços, que deverá ganhar força adiante, na medida em que a difusão da inflação permanece elevada".
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