Transportes e bilhete aéreo pressionam inflação, e IPCA fecha 2025 em 4,26%
Passagens aéreas tiveram papel relevante na inflação ao longo de 2025

A inflação oficial do Brasil encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (9) pelo IBGE. O resultado ficou abaixo dos 4,83% registrados em 2024, mas manteve pressão relevante de itens ligados à mobilidade urbana e às viagens.
O grupo Transportes, por exemplo, acumulou alta de 3,07% em 2025, respondendo por 0,63 p.p do IPCA do ano. Entre os principais vetores, estiveram o transporte por aplicativo, que disparou 56,08% no acumulado do ano, o conserto de automóvel, com avanço de 6,94%, e a gasolina, que subiu 1,85% no período.
As passagens aéreas também tiveram papel relevante na inflação ao longo de 2025, refletindo um cenário de demanda aquecida por viagens, custos operacionais elevados e ajustes de tarifas. Embora o IBGE não divulgue o percentual anual consolidado, o segmento aéreo apareceu de forma recorrente entre os principais impactos mensais do grupo Transportes, especialmente em períodos de alta temporada.
No conjunto da inflação de 2025, o principal responsável pelo resultado foi o grupo Habitação, que subiu 6,79% e teve impacto de 1,02 ponto percentual, puxado sobretudo pela energia elétrica residencial, com alta de 12,31% no ano. Em seguida vieram Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados pessoais (5,59%). Esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação acumulada no ano.
O comportamento de Alimentação e bebidas, por sua vez, ajudou a conter o avanço do índice em 2025. O grupo desacelerou de 7,69% em 2024 para 2,95%, influenciado pela queda acumulada da alimentação no domicílio ao longo de seis meses consecutivos.