Beatriz Contelli   |   04/02/2026 09:32

Amsterdã volta a debater banimento de cruzeiros até 2035 para conter overtourism

Entidades creem que encerrar escalas de navios provocaria perdas de 46 milhões de euros em receitas


Unsplash/Nastya Dulhiier
Destino também prevê a mudança do terminal de cruzeiros para outro local
Destino também prevê a mudança do terminal de cruzeiros para outro local

Amsterdã está considerando a possibilidade de acabar com as operações de cruzeiros oceânicos na cidade até 2035, em uma iniciativa que faz parte de um esforço mais amplo para lidar com o overtourism e reduzir os impactos ambientais. Em 2023 e 2024, o Portal PANROTAS já havia noticiado que o destino vem trabalhando para se tornar um município mais limpo e sustentável.

Em janeiro de 2026, o conselho municipal decidiu suspender a votação sobre um plano anterior que previa a mudança do terminal de cruzeiros para longe do centro da cidade, optando por estudar a alternativa de encerrar totalmente as escalas de navios oceânicos na cidade até 2035. A decisão final sobre o tema ficará a cargo da próxima administração municipal, após as eleições locais de março.

O estudo preliminar mostrou que transferir o terminal de cruzeiros para outro local exigiria um investimento elevado, estimado em cerca de 85 milhões de euros, o que as autoridades consideraram “indesejável”. Por isso, a alternativa de eliminar as escalas marítimas está sendo explorada para os próximos anos.

Além disso, o conselho já havia aprovado, em 2024, a redução do número de navios que podem atracar no Passengers Terminal Amsterdam — de 190 para 100 chamadas por ano, a partir deste ano — e a retirada do terminal de sua localização atual em Veemkade até 2035.

Integrantes do governo municipal estimam que a eventual descontinuação das escalas oceânicas poderia resultar em uma perda de cerca de 46 milhões de euros em receitas de taxas portuárias e do Turismo ao longo de 30 anos.

A Clia afirmou que as escalas não foram oficialmente proibidas e ressaltou que o terminal e as autoridades portuárias continuam operando e planejando investimentos em infraestrutura e eletricidade em terra, visando maior sustentabilidade a longo prazo. A entidade também destacou que apenas cerca de 1% dos mais de 21 milhões de visitantes anuais de Amsterdã chegam de cruzeiro, e que o Turismo náutico gera importantes receitas econômicas para a cidade.

Com informações do Travel Weekly e Dutch News.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.