Transações em programas de fidelidade superam 13 milhões no 3º trimestre
Taxa que mensura os pontos/milhas expirados chega ao menor patamar histórico, com 11,6%

O mercado brasileiro de programas de fidelidade registrou aumento no número de transações e redução na taxa de pontos expirados no terceiro trimestre de 2025.
Dados da Abemf (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização) mostram que, entre julho e setembro, o número de transações realizadas por participantes de programas de fidelidade cresceu 13,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, totalizando 13,6 milhões de operações.
O volume considera atividades como acúmulo de pontos, resgates de produtos e serviços e outras movimentações nas contas dos usuários.
Outro indicador apresentado foi a taxa de breakage, que mede a proporção de pontos ou milhas expirados sem utilização. No terceiro trimestre de 2025, o índice ficou em 11,6%, o menor já registrado pela ABEMF. Na comparação anual, houve queda de 0,8 ponto percentual.
Segundo a associação, a redução está relacionada a iniciativas adotadas pelas empresas do setor, como a ampliação da rede de parceiros, o aumento das opções de acúmulo e resgate e a realização de promoções e campanhas que estendem a validade dos pontos.
O faturamento das empresas de fidelização somou R$ 6,59 bilhões no período, alta de 18,3% em relação ao terceiro trimestre de 2024. Já o volume de pontos e milhas acumulados pelos participantes chegou a 270,5 bilhões, crescimento de 15,1% na comparação anual. O total de pontos e milhas resgatados atingiu 247,7 bilhões, avanço de 22,2% no mesmo intervalo.
Do total resgatado, 77% foram utilizados na emissão de passagens aéreas. Os demais 23% foram destinados a produtos e serviços não aéreos, como descontos e cashback.
“São várias as frentes de expansão do mercado. Consumidores mais engajados, empresas que ampliam e diversificam suas estratégias de fidelidade, novos setores econômicos aderindo à fidelização. Além, é claro, do cenário macroeconômico, que por um lado incentiva consumidores a buscarem alternativas de economia, e por outro leva marcas a procurarem ferramentas que melhorem seus resultados frente à concorrência”
Paulo Curro, diretor executivo da Abemf