Fifa é alvo de investigação nos EUA por preços de ingressos abusivos para a Copa do Mundo
Entidade adotou, pela primeira vez, sistema de preços dinâmicos, variando os valores conforme a demanda

Os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey abriram uma investigação sobre a comercialização de ingressos da Fifa para a Copa do Mundo de 2026. A intimação obriga a entidade a detalhar como definiu os preços sem precedentes dos ingressos e a prestar esclarecimentos sobre relatos de torcedores que alegam ter sido enganados quanto à localização dos assentos e às categorias das entradas compradas.
Embora os pontos levantados na investigação envolvam os ingressos de toda a Copa do Mundo, os procuradores-gerais solicitaram, de forma específica, informações sobre as vendas realizadas para os jogos no MetLife Stadium, que receberá oito partidas do torneio, incluindo a final, marcada para 19 de julho.
A Fifa vem sendo alvo de críticas pela venda de ingressos para a Copa do Mundo, que começa em duas semanas e será disputada em 16 cidades dos Estados Unidos, México e Canadá. Esta será a primeira edição do torneio a adotar o sistema de preços dinâmicos, modelo em que os valores das entradas variam conforme a demanda. Na prática, porém, a estratégia costuma elevar o custo geral dos ingressos, movimento que, segundo as reclamações de torcedores, já tem sido percebido de forma significativa nesta Copa do Mundo.

A investigação também pretende esclarecer se os torcedores foram induzidos ao erro em relação à localização dos assentos adquiridos. Na fase inicial de vendas, os mapas divulgados pela Fifa dividiam o MetLife Stadium em quatro zonas, sendo a “Categoria 1” reservada às áreas consideradas mais privilegiadas.
Posteriormente, porém, a entidade criou novas áreas chamadas de “Categoria Frontal”, reunindo os assentos mais valorizados de cada setor e cobrando valores bem mais altos por eles, segundo os procuradores-gerais.
De acordo com o comunicado divulgado pelas autoridades, há relatos de que torcedores que compraram ingressos antes da criação dessas novas zonas acabaram excluídos dos melhores lugares e foram realocados para assentos menos desejáveis, incluindo setores mais distantes do campo ou atrás dos gols.
Com informações da ESPN e The Guardian.