Cadastur passa a ter declaração obrigatória de raça, etnia e gênero
Segundo o governo federal, informação ajudará no desenvolvimento de políticas públicas

O Ministério do Turismo tornou obrigatório o preenchimento dos campos de raça, etnia e gênero no perfil dos profissionais e empresas registrados no Cadastur, sistema oficial que garante acesso a programas, incentivos e políticas públicas. O ministério promoverá, no dia 30 de junho, um webinar para orientar empreendedores sobre a formalização e novas oportunidades.
A partir desse novo banco de dados, será possível identificar os principais desafios para fazer o setor crescer, orientando o desenvolvimento de projetos, ações de capacitação e iniciativas voltadas à redução das desigualdades no mercado de trabalho turístico.
Com o registro no Cadastur, guias de Turismo, agências de viagens, meios de hospedagem e organizadores de eventos têm acesso a políticas públicas voltadas ao setor, incluindo linhas de crédito e programas de qualificação profissional, como recursos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur).
“Esse mapeamento vai orientar nossas políticas públicas, reduzir desigualdades e capacitar quem realmente faz o setor pulsar. Além disso, ao formalizar e valorizar o turismo de base comunitária e afrocentrada, elevamos a competitividade do Brasil no cenário internacional. Estamos transformando a rica pluralidade da nossa gente em motor de desenvolvimento, emprego e renda para todo o País”
Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano
Webinar para dúvidas
Como desdobramento dessa iniciativa, o Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Afroturismo (Abrafo), promoverá, no dia 30 de junho, das 14h30 às 17h, o webinar "Rotas Negras em Ação: Cadastur, Formalização e Oportunidades para Afroempreendedores do Turismo".
O encontro virtual servirá como plataforma de diálogo direto entre os empreendedores e o poder público, detalhando como o registro formal pode se traduzir em fomento e na consolidação de rotas turísticas integradas.