Parques e atrações no Brasil receberam mais de 143 milhões de visitantes em 2025
CEOs celebram crescimento do setor durante o 7º Sindepat Summit, no Rio de Janeiro

Um dos destaques do primeiro dia do Sindepat Summit 2026 foi o lançamento da quarta edição do Panorama Setorial: Parques, Atrações e Entretenimento no Brasil, com os resultados do segmento em 2025. O estudo compilou dados como números e perfis de visitantes, tíquete médio, faturamento e investimentos previstos para os próximos anos.
O estudo mapeou 869 empreendimentos (foram 824 em 2024). Parques e atrações receberam 143,2 milhões de visitantes em 2025 (4,8% de aumento em relação ao ano anterior), com faturamento de R$ 9,5 bilhões (um crescimento de 12,8%) e geraram mais de 202 mil empregos diretos, indiretos e terceirizados. Há 70 novos projetos, a maioria da Região Sul (43,9%), com investimentos de R$ 7,1 bilhões. Mais R$ 4,4 bilhões foram reinvestidos em atrativos em operação, num total de R$ 11,5 bilhões.
Os dados estão disponíveis para download em www.sindepat.com.br
A pesquisa foi apresentada durante o painel “CEO talks”, com a visão de líderes dos grupos Aviva, de Rio Quente (GO) e Costa do Sauípe (BA); Oceanic (SC), e Gramado Parks (RS). Pedro Cipryano, fundador da consultoria Noctua, apresentou as métricas e mediou o painel, no qual os participantes comentaram diferentes pontos do Panorama setorial. Uma unanimidade: todos viram um cenário de crescimento nos últimos anos.
Alessandro Cunha, CEO do Grupo Aviva
“Fizemos um incremento de preço, qualificamos o cliente e aumentamos o tíquete médio. Adotamos a flutuação de preço, o que aumenta a previsibilidade e facilita a operação. Estamos muito satisfeitos com a nossa gestão de preço. Em 2026, como já esperávamos, porque é ano de Copa do Mundo e de eleições, a demanda está menor. Estamos ampliando a base de day users com passaportes para equilibrar a receita.”
Kiko Buerger, CEO e sócio-fundador do Grupo Oceanic
“Começamos há seis anos, hoje temos dez atrações em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Estamos com preços mais agressivos para atrair o público regional, e internacionalizamos operações terceirizadas. Pretendemos crescer 20% este ano.”
Ronaldo Costa Beber, CEO da Gramado Parks
“Em Gramado ainda vivemos os resquícios da tragédia climática de 2024. Começamos 2025 com uma incógnita, mas voltamos a crescer. No primeiro quadrimestre deste ano, em Gramado especificamente, continuamos crescendo. Temos um excesso de demanda na região, mas carecemos de infraestrutura, principalmente em relação à mobilidade. Precisamos de novos meios de acesso e de um esforço concentrado do poder público.”
Modelo de negócio diversificado ou não?
Alessandro Cunha, da Aviva (entretenimento, hospitalidade e multipropriedade)
“O modelo de uso misto é fundamental. Estamos replicando em Sauípe, que tem uma base hoteleira muito sólida, e fechamos 2025 com 72% de taxa de ocupação. Entretenimento gera demanda. O time-sharing é um motor propulsor.”
Kiko Buerger, do Oceanic (entretenimento)
“Poderíamos agregar hospitalidade à venda de ingressos. Mas, por enquanto, estamos focados em novos atrativos turísticos no curto prazo. Podemos vir a trazer projetos imobiliários integrados no longo prazo. O custo de capital é alto.”
Ronaldo Beber, da Gramado Parks (entretenimento, hospitalidade e multipropriedade)
“Estamos buscando novas atrações dentro do próprio grupo, como shows, que estão gerando receitas. São investimentos menores com margem de rentabilidade grande. Ainda não estamos no Sudeste, mas queremos entrar neste mercado. E vemos demandas em destinos de médio porte, não necessariamente turísticos.”
A PANROTAS é media partner exclusivo do Sindepat Summit 2026