Sindepat encerra Summit 2026 em busca de mais protagonismo no Turismo
Sustentabilidade também foi destaque na tarde do último dia do encontro de parques e atrações no Rio

“Que parques e atrações turísticas brasileiras continuem crescendo e ganhem mais voz no setor de Turismo. E que o setor de Turismo se torne cada vez mais forte no Brasil.”
São dois objetivos anunciados por Pablo Morbis, CEO do Grupo Cataratas e presidente do Conselho do Sindepat, ao encerrar a plenária do 7º Sindepat Summit na noite desta quinta-feira (14). O encontro, realizado entre 12 e 15 de maio e pela primeira vez no Rio de Janeiro, teve sua maior edição, com mais de 500 inscritos e 40 expositores.
Ao final do último dia de painéis e apresentações, Pablo Morbis fez um balanço do evento:
“Parques e atrações turísticas, ao lado da hotelaria, têm capacidade de criar destinos. No nosso mercado, não temos concorrência, somos parceiros. Quantos mais parques e atrações, mais forte fica o destino. No grau atual de maturidade, estamos buscando uma associação mais inclusiva. Ao longo de dois dias, tivemos oito painéis com a participação de 16 associados, além de convidados. Entre os painelistas, 30% foram mulheres. O percentual me envergonha e é um desafio para todos nós. Temos que ter como meta aumentar a presença de mulheres nas principais cadeiras de cada parque e atração. No Grupo Cataratas, há paridade de gênero entre os funcionários. Na diretora, as mulheres são maioria"
Pablo Morbis, presidente do Conselho do Sindepat

Turismo sustentável dá o tom do encerramento do 7º Sindepat Summit
As atividades na plenária foram encerradas com a apresentação de um case internacional. O Xcaret, na Riviera Maya, se transformou de parque temático de ecoturismo, inaugurado em 1990 em Playa del Carmen, no Caribe mexicano, em um ecossistema de Turismo sustentável. Hoje o grupo Xcaret tem outros parques, resorts e organiza tours terrestres e marítimos.
Mirian Alonso, diretora de Sustentabilidade do grupo, apresentou a potência caribenha e listou uma série de programas ambientais, sociais e de governança do grupo.
“Trabalhamos com comunidades maias, com escolas e valorizamos o patrimônio cultural. Todos os nossos resorts são decorados com obras de artistas mexicanos. Realizamos feiras de arte popular, com a renda revertida para os artesãos. Entre os fornecedores, 97% são de empresas estabelecidas no México, sendo 43% do estado de Quintana Roo. Com isso, colaboramos para impulsionar a economia mexicana. Os lucros são reinvestidos em novos produtos e serviços, promovendo emprego e bem-estar no ambiente em que atuamos.”
Usando um vestido com pala bordada por uma artesã local, Miriam sublinhou o que todo mundo já sabe, ou deveria saber: não basta preservar, é preciso regenerar. O Xcaret trabalha com programas regenerativos de espécies como corais, tartarugas-marinhas e araras-vermelhas. O projeto de preservação das tartarugas já tem mais de três décadas e liberou mais de 20 milhões de quelônios no Mar do Caribe. Mas o xodó de Miriam são as araras:
“Já nasceram 73 anos na vida silvestre. São nossos netos”, brincou.
O XCaret é associado à ONU Turismo, que organizou a apresentação. Mais cedo, Daniel Nepomuceno, diretor do escritório inaugurado há pouco mais de um ano no Rio, convidou os participantes do Summit a se associarem à organização:
“Não existe Turismo sem investimentos. Nosso objetivo é estreitar o relacionamento com o Sindepat para acelerar o crescimento. Queremos aproximar a ONU da iniciativa privada.”
Além da plenária e da área de exposição, o Summit teve também uma sala menor de apresentações e painéis temáticos, que encerrou a programação com um panorama sobre o momento atual dos parques naturais brasileiros concessionados e a promoção internacional.
Alexandre Nakagawa, gerente de Negócios e Estratégias para o Mercado Internacional da Embratur, apresentou a plataforma Parques Naturais, lançada no final do ano passado durante a WTM Londres. Mais cedo, na parte da manhã da plenária, Bruno Reis, presidente da Embratur, assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Sindepat.

“São sete roteiros envelopados como produtos que podem render pernoites a mais”, destacou Nakagawa. “Semana que vem, por exemplo, teremos dez grandes operadores italianos percorrendo a Rota das Emoções, no Nordeste. Daqui a um mês e pouco, receberemos um grupo com os maiores operadores chineses nos parques nacionais da Tijuca, no Rio; do Iguaçu, e dos Lençóis Maranhenses. Fechamos uma parceria com o Sindepat porque uma das nossas metas é justamente conversar com o trade turístico de forma mais organizada.”
O endereço do novo site, feito em parceria com o Instituto Semeia, é parquesnaturais.visitbrasil.com
A PANROTAS é media partner exclusivo do Sindepat Summit 2026