Cataratas e Beto Carrero apresentam novos investimentos no 7º Sindepat Summit
Embratur assina acordo inédito com a associação de parques e atrações turísticas

Nesta quinta-feira (14), segundo e último dia de plenária do 7º Sindepat Summit, realizado no Rio de Janeiro, foi assinado um inédito Acordo de Cooperação Técnica com a Embratur. Foi o segundo ACT anunciado durante o encontro de parques e atrações turísticas do Brasil. O primeiro, com a FecomercioRJ, foi firmado na noite de abertura do evento, em umafesta no Parque Bondinho do Pão de Açúcar.
O acordo com a Embratur, representada pelo presidente Bruno Reis, prevê uma parceria com a agência para a promoção internacional dos associados do Sindepat.
“Não aumentamos o número de turistas estrangeiros de maneira orgânica, só com a Dua Lipa e o Shawn Mendes”, brincou Reis. “Foi preciso analisar o market share, o perfil de cada mercado emissor, e mudar o nosso posicionamento. Estamos maduros o suficiente para chegar perto do Sindepat, que também entrou em uma nova fase. Temos muitos dados para compartilhar e pensar juntos. É uma parceria para o período de 2027 a 2030 que pode trazer turistas, fazer com que fiquem mais tempo e gastem mais.”
Ao longo do dia no Sindepat Summit 2026, foram debatidos temas como receitas além do ingresso, experiência do visitante como estratégia, e inteligência artificial nas diferentes áreas de operação. No primeiro painel, Pablo Morbis, CEO do Grupo Cataratas e presidente do conselho do Sindepat, recebeu Edilson Doubrawa, diretor administrativo e financeiro do Beto Carrero World; Mario Macedo, CEO da Urbia Cataratas, e Pedro Guimarães, diretor-presidente do Apresenta, para discutirem sobre “Receitas acessórias e as oportunidades de incrementar experiência e rentabilidade”.
Pablo Morbis, do Cataratas e do Sindepat
“Em média, 60% da nossa receita vem da bilheteria, somos parqueiros. Mas o que temos feito para trazer novas receitas acessórias ou não?”
Pedro Guimarães, do Apresenta
“Ingressos não são a receita principal dos eventos há muito tempo. Eventos podem ser conectados a outros atrativos, como o Rock in Rio, que é um grande parque temático, a Cidade do Rock. Leis de incentivo fiscais também são essenciais para o setor, para entregar os resultados atuais e colaborar para fomentar o setor turístico.”
Edilson Doubrawa, do Beto Carrero
“O Beto Carrero World vai fazer 35 anos no fim de 2026. Inovação é a palavra-chave do parque temático e vamos inaugurar três novas áreas nos próximos anos. A primeira será aberta ainda este ano, com a Galinha Pintadinha como tema. Teremos também uma nova área Bob Esponja, com montanha-russa. Tudo isso aumentará nossa receita com a venda de ingressos. Estamos próximos dos 3 milhões de visitantes e queremos dobrar o número nos próximos cinco anos. E ainda estamos devendo hotéis ao nosso público. Há alguns anos, trouxemos para dentro do parque as áreas de A&B e souvenires, que eram terceirizadas e hoje são dois pilares importantes das receitas acessórias. O terceiro é o incremento do tíquete com fast pass e ingressos com acesso garantido aos shows.”
Mario Macedo, do Cataratas
“O Parque Nacional do Iguaçu recebe 2 milhões de visitantes. A nossa concessão foi renovada por 30 anos. Estamos investindo R$ 600 milhões para alcançar os 4 milhões de visitantes em 2030. O parque está sendo reconstruído a partir de um projeto inclusivo e sustentável. Temos restrições para eventos noturnos, mas trabalhamos em conjunto com o ICMBio. A&B com lanchonetes próprias representam 20% das receitas acessórias, lojas próprias com mercadorias qualificadas representam 10%, sendo 74% de produtos locais. Os outros 10% são fotos e experiências, que aumentam a permanência do visitante no parque, como o amanhecer e o anoitecer, a noite de lua cheia e a observações do arco-íris prateado. Lançamos recentemente um passeio astronômico e uma ciclovia de 11 km imersa na Mata Atlântica.”
O que fazemos com o que o cliente diz de nós?
No painel seguinte, Marcelo Ribas, moderador, diretor de experiência do cliente e de atendimento na Alvarez & Marsal, moderou um painel sobre “A experiência como estratégia: o que fazemos com o que o cliente diz de nós?”. As painelistas foram Camila Martins, diretora de Marketing do Grupo Cataratas, e Alessandra Issa, do Grupo Iter.
Marcelo Ribas, da consultoria A&M
“O cliente já disse tudo o que você precisa saber. A questão é o que você faz com isso. Você sabe por que ele não retorna nem recomenda a sua atração? Quem usa o feedback somente como SAC, resolve o problema e encerra o assunto. Já como indicador, entende a relevância, mas não atua. Feedback tem que ser usado como governança. Isso não exige muito investimento. É alinhamento interno e vontade.”

Alessandra Issa, do Iter (parques Bondinho do Pão de Açúcar e Caracol)
“Não dá para construir experiências inesquecíveis sem ouvir o cliente. Temos uma pesquisa de satisfação, e acompanhamos também as reviews, porque elas mostram o sentimento que ficou. A IA ajuda a categorizar e priorizar para o olhar humano apurar, pegar todas as informações, transformar em experiências e gerar encantamento.”
Camila Martins, do Cataratas
“A pesquisa de satisfação é um indicador relevante, aponta tendências. Review é atrelada a reputação e conversão, por isso considero mais estratégica. Cruzamos os dados, mas a review significa dinheiro na mesa. A IA me dá velocidade, com uma avalanche de dados, e categorização. Mas ainda não substituí o olhar humano, não entende o tom que. É um complemento que mostra o contexto.”
A manhã terminou com a apresentação do showcase da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Aline Lopes, gerente do Conselho de Turismo da CNC, destacou políticas públicas de promoção:

“Nosso projeto principal, o Vai Turismo, com propostas de políticas públicas, agora tem um painel que compila dados do setor em todo o Brasil. E lançamos recentemente a revista Turismo responsável com 53 recomendações para um turismo mais sustentável.”
A PANROTAS é media partner exclusivo do Sindepat Summit 2026