Live discute as mudanças e a nova era do setor de entretenimento

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Um dos primeiros setores atingidos pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus foi o de entretenimento. Há quem aposte que ele também deverá ser um dos últimos a voltar a sua normalidade, principalmente pela sua capacidade de atrair milhares de pessoas em parques, shows, estádios e afins. Com a proliferação das lives e uma nova forma de consumir marcas e produtos, por exemplo, quais as reinvenções que devemos esperar nesta indústria? Artur Andrade, editor-chefe e CCO da PANROTAS, e Marcelo Flores, fundador e diretor da BusinessLand, foram os convidados da live “Nova era do entretenimento”, mediada por Patrícia Mansur, gerente Brasil da Iaapa.

Experiente na organização e produção de megaespectáculos, Flores disse de cara que o futuro ainda é incerto, afinal, a contingência causada pela pandemia foi algo inédito no mundo inteiro. “O que vai acontecer com o mercado ainda é uma incógnita. Estamos passando por um processo de mudança de hábitos e costumes. O digital foi acelerado e negócios que até então eram analógicos, passaram a investir em tecnologia. As pessoas estão ressignificando a vida pela simplicidade”, afirma.


Transmissão aconteceu no Facebook da Iaapa  América Latina
Transmissão aconteceu no Facebook da Iaapa América Latina
Na avaliação do editor-chefe da PANROTAS, o “novo normal” será mais parecido com o “antigo normal” do que muita gente acredita. “Os protocolos serão transitórios enquanto não tivermos o controle da pandemia. Depois, muitos deles serão flexibilizados. O que não vai deixar de existir é a preocupação com a saúde, isto será para sempre”, avalia. Para exemplificar, o jornalista lembrou dos ataques de 11 de setembro de 2011, que mudaram as viagens aéreas para sempre. “No começo eu lembro que tudo era muito restrito, as pessoas tinham medo de embarcar nos aviões. Hoje, elas sabem que vão precisar passar por inúmeros processos de segurança nos aeroportos, e inclusive estão acostumadas com isso.”

MARCAS PRECISAM SE COMUNICAR
Para Flores, as marcas entenderam o seu papel diante do cenário atual, e passaram a ter ainda mais empatia com o próximo. “As marcas não querem fazer nada sem propósito, solidariedade e generosidade. Elas estão cumprindo o seu papel quando começaram a investir em lives, por exemplo, que acabam unindo a solidariedade e a experiência compartilhada”, disse.

De acordo com a segunda pesquisa Turismo e Covid-19, do TRVL LAB, que será lançada amanhã no Portal PANROTAS, a confiança do consumidor nas marcas do Turismo caiu. “As pessoas querem ter a certeza de que elas [marcas] estão sendo humanas e transparentes em suas comunicações”, explicou Artur. “No geral, a comunicação das empresas está falha, caiu bastante em relação ao início da crise.”

Uma pesquisa global do mercado de entretenimento citada por Flores mostrou que o que as pessoas mais sentem falta nesse momento é de encontrar e se reunir com parentes e amigos, praticar atividades físicas e se divertir. “Temos uma oportunidade muito boa aí. As pessoas querem viajar e se encontrar, desde que seja feito tudo em segurança. Por isso, parques, hotéis e resorts, por exemplo, precisam dar o exemplo e mostrar como estão cuidando de seus negócios.

O FUTURO DOS EVENTOS E QUANDO SERÃO RETOMADOS
Para o fundador da BusinessLand, os eventos estarão cada vez mais híbridos e São Paulo será o exemplo da retomada no Brasil. “A partir do fim da quarentena, que ainda não sabemos quando vai ser, teremos um período que poderemos operar eventos com alguns protocolos. Dando certo, mudaremos os protocolos a cada 30 ou 35 dias”, afirmou ele, que recebe periodicamente drafts do governo do Estado. “Pelas minhas contas, em outubro estaríamos mais receptivos a eventos presenciais com uma menor carga de isolamento. O que não significa que teremos grande espetáculos acontecendo ainda esse ano”, avalia

“O entretenimento é um setor importante dentro da economia criativa. Não vejo nada que não tenha criatividade. Tudo será feito dentro dos protocolos, que serão exigidos não apenas pelos governos e órgãos reguladores, mas pelo próprio público. Abrir um parque ou realizar um evento hoje não significa que você terá a aderência das pessoas, elas querem saber se estarão seguras em estar ali”, concluiu Flores.

Para assistir a live completa clique aqui.
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