OPERADORAS

Com dólar a R$ 4 e aéreo caro, rodoviário ganha destaque na CVC Rio

Filip Calixto
Adriano Gomes, diretor de Vendas e Expansão da CVC no Rio de Janeiro e Minas Gerais
Adriano Gomes, diretor de Vendas e Expansão da CVC no Rio de Janeiro e Minas Gerais
Para muita gente, o Turismo rodoviário deixou de ser uma opção de viagem no final da década de 90, quando o modal aéreo ganhou força e os fretamentos para o Brasil e Exterior se multiplicaram. Muitas empresas deixaram de operar ou de investir neste tipo de produto. A CVC resistiu e permaneceu com o rodoviário em sua prateleira. Hoje, com o dólar “na casa” dos R$ 4 e o fim das operações da Avianca Brasil, que até então era responsável por uma grande parcela das vendas da operadora, o rodoviário ganha destaque novamente e volta a ser protagonista no ranking de produtos mais vendidos.

Segundo o diretor de Vendas e Expansão da CVC no Rio de Janeiro e Minas Gerais, Adriano Gomes, a viagem nunca deixou de ser prioridade na cesta de consumo dos clientes. No entanto, fatores externos, como economia e oferta aérea, tendem a estimular ou desestimular a compra de determinados produtos e formatos de viagens. “Quando nos vimos diante do cenário atual, começamos a instigar alternativas de venda”, disse ele, em entrevista ao Portal PANROTAS, durante a última edição do Next, realiza na quarta-feira (26) em Belo Horizonte.

A primeira alternativa foi o estímulo para a comercialização de cruzeiros pelo Brasil, com saídas de ônibus de diversas cidades do interior e destino aos principais portos brasileiros. A segunda foi o incremento dos pacotes rodoviários, de três ou quatro noites, para destinos próximos aos centros urbanos. “Um outro produto, que cresceu bastante, foram os “hotéis próximos”, onde o cliente consegue ir com carro próprio ou alugado”, explica o executivo. Só no primeiro trimestre de 2019, os produtos “do Rio para o Rio”, por exemplo, se tornaram a sexta opção mais vendida em todo o Estado, ficando atrás de Orlando, Balneário Camboriú (SC), Fortaleza, Portugal e Maceió, que completam o ranking dos pacotes mais comercializados pela CVC no Rio de Janeiro.

No Rio, os hotéis e resorts localizados na Região da Costa Verde e das Serras Cariocas são os preferidos. Com a viagem de experiência ganhando cada vez mais relevância, a Rota Cervejeira e as cidades históricas de Minas também estão sendo bastante procuradas pelos cariocas. No Estado vizinho, em Minas Gerais, que também está sob o comando de Gomes, os pacotes rodoviários para Caldas Novas e para as praias do Espírito Santo são os destinos mais vendidos.

De acordo com o diretor, há quatro executivos da CVC no Rio de Janeiro e três em Minas Gerais, que respondem diretamente ao diretor de Produtos Terrestres Nacionais da operadora, Claiton Armelin, e são responsáveis por aumentar e negociar o portfólio de parceiros (hotéis, pousadas e resorts) próximos ou com fácil acesso via rodovias às capitais Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Com esse formato ganhando força novamente, também mudamos a nossa linha de comunicação nas lojas, dando mais destaque para aquelas viagens curtas e terrestres do que para destinos que estão sofrendo com a instabilidade da economia ou que dependiam muito dos voos da Avianca Brasil”, explica Adriano, que já está há quase 30 anos no Turismo, sendo seis como guia.

LOJAS CADA VEZ MAIS CLEAN
O Rio de Janeiro conta com 115 lojas CVC espalhadas por todo o Estado. Um número bastante semelhante ao de Minas Gerais, que possui 118. Segundo Adriano, todas as lojas estão passando por um processo de retrofit, com o objetivo de trazer uma nova identidade visual e layout.

“A CVC está atenta às mudanças comportamentais dos clientes e trabalhando para que eles se sintam cada vez mais acolhidos em umas das nossas lojas. Muitos consumidores gostam de ir até o PDV (ponto de venda) para ver as opções de viagens pessoalmente, pegar o folheto com as próprias mãos. A nossa estimativa é que até o final do próximo ano todas as lojas já estejam com a nova identidade visual”, concluiu o executivo.



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