Destinos secundários e ecoturismo ajudam CVC a bater recorde no doméstico

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PANROTAS / Marluce Balbino
Sylvio Ferraz, da CVC Corp
Sylvio Ferraz, da CVC Corp
Quem está no Turismo há algum tempo já vivenciou ora o “boom” dos destinos turísticos internacionais, ora a explosão das viagens domésticas. Agora, além da desvalorização da moeda, as incertezas em relação ao fim da pandemia fazem os brasileiros olharem novamente para os destinos nacionais.

A CVC Corp que o diga. Segundo o diretor executivo de Sourcing da empresa, Sylvio Ferraz, 80% das vendas para esta temporada são para o Brasil, apesar da alta busca pelos destinos argentinos, após a reabertura da fronteira com o país vizinho, em outubro. “Hoje as vendas para Argentina já estão em 90% dos que vendíamos em 2019, mas o Brasil continua sendo o destino mais procurado para a temporada”, conta o executivo.

Segundo Sylvio Ferraz, a demanda doméstica é tão forte que vem com novidades. Além dos destinos tradicionais do Nordeste, de Santa Catarina e do Rio de Janeiro, sempre muito buscados para o verão, a alta demanda pelo Brasil colocou novidades no portfólio da CVC Corp, como o entorno de Jericoacoara, no Ceará. “Antes as viagens para o Ceará concentravam-se muito em Fortaleza e Jericoacoara, mas agora vemos uma demanda grande pelos destinos do entorno, como Camocim, Icaraí da Montada e mesmo Lençóis Maranhenses via Ceará”, conta Ferraz.

O mesmo acontece com o entorno da capital do Rio Grande do Norte, com oferta mais completa na empresa, e com destinos de ecoturismo. “Percebemos uma tendência também por destinos mais isolados, mais distantes, como os destinos do Pará, a Chapada Diamantina, na Bahia, e Bonito (MS) e o Pantanal”, enumera.

CRUZEIROS E INTER
“Com a volta dos cruzeiros pelo Brasil, também já temos uma alta procura pelos navios.” No internacional, apesar do forte crescimento dos destinos argentinos, Portugal aparece em primeiro lugar nas vendas da CVC Corp, seguido pelo Caribe e pela Argentina. Estados Unidos e França “fecham” o top 5 internacional, sendo Orlando, Nova York e Miami as cidades mais procuradas nos Estados Unidos.

Nesse cenário, Sylvio Ferraz acredita que o Turismo doméstico já se recupera nesta temporada, enquanto as viagens internacionais devem ganhar força em 2022. “Mas isso pressupõe um cenário parecido com o deste momento, com ampla vacinação e sem variantes novas do coronavírus”, avalia.

RECEPTIVO
Com o Turismo doméstico em alta, os planos para atuar com o receptivo ganham destaque. Especialmente por meio da parceria com a CVC Corp Argentina. “Queremos que o Brasil seja o primeiro destino para a CVC da Argentina. Já tivemos o Caribe e Orlando liderando esse ranking emissivo, acredito que agora seja a vez do Brasil ocupar esse lugar”, disse, lamentando a resolução do Banco Central argentino, de proibir a venda parcelada no cartão de crédito de produtos e serviços turísticos no Exterior. “Essa medida nos pegou de surpresa, mas entendemos que seria um bom momento para os argentinos visitarem o Brasil. O câmbio não é tão desfavorável para eles.”
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